O Mundo da

29 setembro 2006

A Amizade

Quando se tem amigos verdadeiros tem-se tudo.
A amizade é algo que deve ser cultivada entre todos os Seres Humanos. É como que uma flor que necessita ser regada para poder crescer saudável e vigorosa.

Regada com muito carinho, respeito mútuo, verdade e frontalidade.
Os (as) amigos (as) servem para as ocasiões, mas não só. Essas pessoas tão importantes na vida de cada um devem estar sempre presentes mesmo que não seja fisicamente.

Existem variadíssimos tipos de amizades ou amigos (as):

O (a) amigo (a) Amor. Este é único, só existe um… temos na nossa cara-metade um (a) amigo (a) ou, entendo eu, é assim que deve ser.
Num casal para além de existir amor, tem de existir amizade. Porque se em certas situações precisamos de muito amor, há outras que necessitamos muito mais de um (a) amigo (a), que nos oiça e que nos aconselhe. Este (a) é, de alguma forma, o (a) amigo (a) mais importante para a nossa felicidade e integridade física e mental.

Os (as) amigos (as) de infância, que nunca nos abandonam e que sabem tudo a cerca de nós. Conhecem todos os nossos segredos e partilhamos com eles (as) um grande historial de vida… é o caso da minha amiga CARLA.

Os (as) amigos (as) da ‘vida’, são aqueles (as) que estão sempre lá, embora às vezes não falemos com eles (as) meses seguidos. Divertimo-nos, saímos, bebemos uns copos, limpam as nossas lágrimas, passamos grandes momentos na sua companhia e fazem-nos sentir bem com as suas conversa de bom humor.
É neste grupo que se enquadram a SAMANTHA, a NYMA, a DEBORAH e outros (as) amigos (as) que me vou escusar a escrever os nomes senão a lista seria imensa.

Existem também os (as) amigos (as) da faculdade, que partilharam grandes momentos de stress a estudar para as frequências, as horas perdidas em frente ao computador a terminar trabalhos que tinham de ser entregues, obrigatoriamente, no dia seguinte.
Esses (as) amigos (as) ajudam-se mutuamente sem competirem para ver quem tira a nota mais alta e ficam contentes quando a nota já dava para escapar à oral… são os casos da ANA, da SILVIA, da OLGA e da SOFIA.

Por fim existem os apelidados ‘amigos (as) de Peniche’. Estes (as) nem vale a pena gastar muito tempo com eles (as), porque só se lembram de nós quando precisam.
Então como lidamos com eles (as) sem criarmos inimizades e constrangimentos?
É simples. Dizemos sim se pudermos e não se não pudermos. Claro que temos de ter em atenção o nosso amor-próprio e devemos, somente, dizer sim se de facto isso não nos prejudicar.


Graças a Deus toda a minha vida tive imensos (as) amigos (as) de todos os tipos, porque não há nada que mais anime a malta que ter uma grande amizade.

Betty Brown

27 setembro 2006

Sexualidade Moderna

Muitos são os que dizem que há sexo bizarro.
Ora vejam bem alguns casos por todo o Mundo...


No Líbano, os homens podem legalmente ter relações sexuais com animais, mas têm que ser fêmeas.
Relações sexuais com machos são puníveis com a morte.
(Sem comentários)

No Bahrain, é legal um médico examinar a genitália feminina, mas é proibido de olhar diretamente para ela durante o exame. Ele pode apenas olhar através de um espelho.
(Pôr a mão pode, olhar é que não!)

Os muçulmanos bem como os funcionários das funerárias não podem olhar os genitais de um cadáver. Os órgãos sexuais do defunto devem estar sempre cobertos por um tijolo ou por um pedaço de madeira.
(Imaginem meus senhores... um tijolo?!)

A masturbação na Indonésia é punível com a decapitação...
(Resta saber em qual das cabeça...)

Há homens em Guam cujo emprego, em tempo integral, é viajar pelo país e desvirginar jovens raparigas que lhes pagam pelo privilégio de ter sexo pela primeira vez. A razão prende-se com o facto de que pelas leis de Guam, é proibido o casamento a virgens.
(Agora digam lá se existe emprego melhor no planeta?)

Em Hong Kong, uma mulher traída pode legalmente matar seu marido adúltero, mas deve fazê-lo apenas com suas mãos. Em contrapartida, a mulher adúltera pode ser morta de qualquer outra maneira pelo marido.
(Mata com machadada!!!!!!!!)
(Ainda não consegui esquecer as leis do Guam...)

Em Liverpool, na Inglaterra, a lei autoriza vendedoras a ficarem de topless, mas únicamente em lojas de peixes tropicais.
(Será que um chamariz para os compradores mostrarem a cana de pesca?)

Em Cali, na Colômbia, uma mulher só pode ter relações com seu marido, quando na primeira vez que isso ocorrer, sua mãe estiver no quarto para testemunhar o acto.
(Imaginem só dar 'uma' com a sogra a assistir? Por favor....!!!!! )

Em Maryland os preservativos só podem ser vendidos em máquinas e nos mesmos locais onde são vendidas bebidas alcoólicas.
(Será que tem de se usar no balcão?)


ISTO HÁ LÁ COISAS DO ARCO DA VELHAS...

Betty Brown

26 setembro 2006

Doenças silenciosas que Matam

A anorexia nervosa é uma doença que afecta, sobretudo, jovens adolescentes do sexo feminino, mas que também ocorre, embora em menor número, nos rapazes e nas mais variadas idades.

A característica mais comum é a perda de peso, associada a uma progressiva mudança de comportamento. As tentativas para diminuir ou acabar com a restrição alimentar são normalmente encaradas com muita resistência.

Passar o tempo a discutir, confrontar, ameaçar e fazer tentativas de suborno, são razões suficientes para desconfiar de um caso de anorexia nervosa.


A outra doença do comportamento alimentar é a bulimia e afecta sobretudo raparigas no final da adolescência. Caracteriza-se por momentos de voracidade alimentar, seguindo-se vómitos provocados.
O emagrecimento é contínuo e se os doentes não forem tratados clinicamente acabam por morrer.
É esta a realidade de muitas meninas e meninos que 'metem' na cabeça que querem emagrecer, muitas vezes porque pretendem ser modelos.


A ideia de que gordura é formosura já está fora de moda para a maioria destas adolescentes. Nos dias de hoje elas vomitam tudo o que comem só para poderem ter as medidas certas para desfilar nas passereles.
É preciso exclarecer estas cabecinhas que as dietas devem ser feitas com vigilância e nunca para os nossos próprios limites.


De parabéns estão os espanhóis ao tornarem-se no primeiro país europeu a aplicar normativas que regulam o sector da moda, proibindo modelos demasiado magros e abaixo de valores nutricionalmente saudáveis, determinados com base na massa corporal.
Considero uma boa medida adoptada pelos espanhóis e penso que a mesma deve ser seguida por outros países, especialmente por Portugal, onde as jovens anorécticas se recusam a alimentar.

Muitas não confessam as razões por que rejeitam a comida, mas é sabido que na base da negação dos alimentos está a tentativa de atingirem um ideal de beleza que existe apenas na sua mente.

Betty Brown

24 setembro 2006

Não Gosto!

Há tanta coisa que eu não gosto.

Não gosto de cinismo, não gosto de mentiras.

Não gosto de favas, nem cabrito, nem borrego.

Não gosto de receber pouco ao fim de cada mês, porque temos de andar sempre a contar os trocos para esticar o dinheiro. E é ainda pior quando trabalhamos demais para o ordenado que recebemos.

Não gosto de bichinhas que se julgam mulheres, e que não reparam nas figuras que fazem. Não sabem ser homens e nem conseguem ser mulheres, mas o que menos gosto é o facto dessas criaturas insistirem em ser como as mulheres… não gosto mesmo nada, mas o que fazer? Nada.
Não gosto de lavar loiça. É a pior coisa que posso ter de fazer na cozinha, prefiro passar pilhar de roupa a ferro que lavar um prato.

Não gosto de promessas não cumpridas. É a maior falta de consideração e maior falta de respeito, pois na minha opinião, quando se promete ou se vai para prometer alguma coisa temos de pensar sempre muito bem antes para nos certificarmos de que somos mesmo capazes de cumprir com o que estamos a dizer.
Não gosto de palavras mal usadas. As palavras são armas que, quando mal usadas, magoam a sério, destroem e até podem chegar a acabar com a vida de uma pessoa.
Exemplo disso são as palavras que são proferidas durante uma discussão, em que não se mede as palavras utilizadas, porque a intenção é descarregar tudo ali. Não pode ser. As palavras têm muito poder e isso deve ser levado em conta.

Não gosto de acordar com o cabelo indomável, que não se consegue fazer nada dele. Penteamos para um lado ele nunca fica como queremos, voltamos a pentear e nada, até que perdemos uma quantidade infinita de tempo até ficar mais ou menos.
Não gosto de ver uma criança a chorar, sem ninguém lhe dar colo. As crianças são a maravilha do mundo, não consigo, mesmo, ver uma criança a chorar.

Não gosto do Alberto João Jardim. É um ditador, um parvo que só faz o que lhe convêm e diz sempre o que não deve. Quer a autonomia da Madeira, mas depois vem pedir dinheiro ao Continente… interesseiro.
Não gosto do Inverno, é demasiado frio. As pessoas andam sempre vestidas de mais, os corpos engordam com as comidas pesadas desta época do ano, andam pálidas sem sol. Os dias são cinzentos e a chuva faz derrapar os carros na estrada.

Não gosto de vento na praia a levantar areia que se cola ao corpo cheio de bronzeador e se mistura com a comida e entra nos olhos.
Não gosto de sapatos com berloques, normalmente usados por uma certa classe de meninos ‘bem’, que usam também certo tipo de horríveis penteados.

Não gosto de partidas, sejam elas para viagens ou para outros estado da vida.
Não gosto de pessoas egocêntricas que não vêem mais nada para além do seu próprio umbigo e julgam que o mundo gira à sua volta.

Mesmo assim, ainda, há coisas que gosto de fazer como rir, dormir, brincar com as crianças, ver o espectáculo do Finalmente e assistir a um DVD romântico com a minha cara-metade.

Betty Brown

22 setembro 2006

Luzboa 2006

Está a decorrer, já desde ontem, a 2ª Bienal Internacional da Luz e vai estender-se até ao próximo dia 30 de Setembro.

São realizadas visitas guiadas, diárias.

Para te inscreveres basta que envie um email para o info@luzboa.com com:

o dia pretendido;

qual o percurso pretendido (Vermelho / Verde ou Verde/ Azul);

nomes e telefones dos participantes, e se possível

o nome da empresa e o cargo que ocupam, para uma melhor actualização da
base de dados.

Estas visitas terão o preço simbólico de 1 euro, pago no local.

O ponto de encontro das visitas guiadas é no Veiculo Infocentro, que vai estar sito na Rua Garrett.

O pagamento e o encontro com o guia
serão realizados no local.
Divirtam-se.

Betty Brown

21 setembro 2006

A Dor do Silêncio

A violência doméstica constitui um flagelo para a sociedade que ultrapassa qualquer fronteira cultural ou económica.
Seja física, sexual ou psicológica, a violência doméstica assume diferentes formas e é, quase sempre, ocultada.
O silêncio, o desconhecimento e o preconceito que rodeiam este tipo de violência constituem barreiras difíceis de transpor quer para as vítimas, quer para quem as pode ajudar.

Trata-se de um problema que acomete ambos os sexos e não costuma obedecer a nenhum nível social, económico, religioso ou cultural específico, como muitas vezes se pensa
A sua importância é relevante sob dois aspectos; primeiro, devido ao sofrimento indescritível que imputa às suas vítimas muitas vezes silenciosas e em segundo porque, comprovadamente, a violência doméstica pode impedir um bom desenvolvimento físico e mental da vítima.
A vítima de Violência Doméstica, geralmente, tem pouca auto-estima e encontra-se atada na relação com quem agride, seja por dependência emocional ou material.
O agressor geralmente acusa a vítima de ser responsável pela agressão, a qual acaba sofrendo uma grande culpa e vergonha. A vítima também se sente violada e traída, já que o agressor promete, depois do acto agressor, que nunca mais vai repetir este tipo de comportamento, mas volta a repeti-lo.

Nalgumas situações, a violência doméstica persiste, de forma crónica, porque um dos cônjuges apresenta uma atitude de aceitação e incapacidade de se desligar daquele ambiente, seja por razões materiais, seja emocionais.
Assim não pode ser. Tem de se tomar uma atitude que não seja a da aceitação, por aceitar. Penso que as mulheres de hoje devem aceitar apenas o que acham correcto para as suas vidas e lutar contra este tipo de violência.

Existem diversas instituições criadas para dar apoio a quem sofre de violência doméstica, mas sem dúvida que há duas que tenho, aqui, de referir.
Uma é a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima - APAV, que essencialmente ajuda e faz o acompanhamento e encaminhamento em termos de apoio social, jurídico e psicológico.
A outra é o Núcleo Mulher e Menor da GNR.
Uma valência da estrutura de investigação criminal da Guarda Nacional Republicana e constituído por militares com formação especifica de cerca de dois meses. Está particularmente vocacionada para a investigação de crimes de violência doméstica, que envolve desde crianças a idosos

A Constituição da República Portuguesa preconiza, no seu artigo 9º alínea b), entre as tarefas fundamentais do Estado a de "garantir os direitos e liberdades fundamentais e o respeito pelos princípios do Estado de direito democrático", assim como na sua alínea h), a de "promover a igualdade entre homens e mulheres".
O princípio da igualdade (artigo 13º), e o direito à integridade pessoal (artigo 26º), entre outras disposições constitucionais, reforçam esta tutela que apesar de constitucionalmente protegida é sistematicamente violada.
Por isso numa sociedade de um país que quer pertencer, de facto ao século XVI, não podem existir este tipo de situações que são mais que desagradáveis, são dignas de tempos em que o homem arrastava a mulher para casa pelos cabelos e vocês sabem bem que tempo era esse, mesmo que muito, muito distante.
E o recado não é só para as mulheres.
Porque se elas não se podem deixar inferiorizar, eles têm a obrigação cívica e moral de as tratar bem, ou pelo menos não as tratar mal, porque acima de tudo são seres humanos e merecem o seu próprio bem estar e integridade física.

MULHERES E HOMENS LUTEM CONTRA ESTE PROBLEMA.

Betty Brown

19 setembro 2006

Estreia de Carpe Diem

Vai estrear no dia 22 de Setembro, CARPE DIEM.
Um espectáculo de Dança Contemporânea, inserido no ciclo Let´s Dance, destinado a jovens dos 6 aos 12 anos de idade.

A Dança/Teatro de Bruno Cochat usa uma linguagem mista, abstracta, permitindo ao espectador construir a sua própria leitura da peça.
Usando temas como: o jogo, o bem e o mal, o lúdico, a competição, o crescimento, o futuro, a relação com a televisão, o sono, o sonho, etc., improvisa-se em estádio.

A partir destas improvisações, surgem as cenas que são posteriormente compostas através do trabalho de toda a equipa criativa e elenco, interagindo com os vários componentes da mesma. A dança, a dança área, o teatro, a música, o vídeo, o som, os figurinos e a luz, surgem em interacção, criando um espectáculo dinâmico e surpreendente que leva o público a girar na cadeira à procura de mais.

CARPE DIEM é um espectáculo multimédia, que utiliza vários planos de actuação; na sala, no palco e no ar.
CARPE DIEM é uma experiência perturbadora e inesquecí¬vel para o público, pois visa mostra-lhe uma nova visão do espectáculo, não só pela utilização de várias linguagens, como também pela criação de um ambiente que desperta os seus sentidos e atenção.

Um espectáculo com:

Bruno Cochat
Joana Furtado
Mathieu Réau
Mónica Alves
Rita Fernandes
Ruben Garcia
Ruben Santos
Reservas pelo: 21 892 34 70

18 setembro 2006

A Tristeza da Partida

Para o meu amigo Fernando

Sei muito bem pelo que estás a passar…
É tão triste quando vemos alguém que tanto amamos partir.

Mas quando se parte na vida, a tristeza e a angústia são ainda maiores.
O desespero de quem não sabe o que fazer, de quem, ainda, não acredita que a pessoa partiu.

Ela vem sem dó, nem piedade. Chega aos pobres, aos ricos, aos doentes e aos saudáveis.
Por muito preparado psicologicamente que o ser humanos esteja, nunca esperamos que ela chegue.

Há pessoas que perante os outros conseguem manter uma aparente calma e ponderação que logo se desmorona quando é chegada a hora de ficar só.
Outras há que não conseguem disfarçar e vemos no seu roto a dor da perda e o pânico de ficarem sozinhas.

E os amigos?
Sim nós os teus amigos.
Nada. Estamos de pés, mãos e braços atados. Mas os verdadeiros amigos sãos os que embora atados até não poderem mais, têm o coração solto, aberto e pronto para receber e confortar esse teu ser que, outrora sabemos extremamente forte, está agora fragilizado.
Nestas ocasiões o mais importante é estar sempre presente e não deixar que te sintas só, é fazer com que vejas que a vida tem bons amigos e que este é o ciclo natural da vida.

Outros se seguirão.
O que nunca podemos esquecer é que todos os que amamos só morrem se nós assim quisermos, porque sempre que nos lembramos deles, a sua chama acendesse VIVA dentro de nós, na nossa cabeça e sobretudo no nosso coração.
Para nós eles viverão para sempre.

Mas a vida tem de continuar.
E como nestas ocasiões não há muito mais a dizer, resta-me apenas lamentar e partilhar da tua dor.

E o meu coração chora, por saber que vais passar momentos de aperto, logo tu meu Leão da vida, cheio de garra, de força… não deixes que essa força se esvaia por entre as mãos e continua a agarrar as rédias da vida com as tuas fortes mãos.

Sinto muito Fernando…

Betty Brown

17 setembro 2006

As Vampiras Lésbicas de Sodoma

Excelente, Fenomenal, Incrível, Impensável.

Estes são, entre muitos, os adjectivos com os quais consigo qualificar o espectáculo que assisti no Teatro-Estúdio Mário Viegas, pela Companhia Teatral do Chiado.
AS VAMPIRAS LÉSBICAS DE SODOMA.

Uma peça muito bem dirigida e extremamente bem representada.

Aplaudi de pé, porque outra coisa não mereceram senão uma ruidosa e calorosa salva de palma, pelo seu profissionalismo, brio, interacção com o público… bem por tudo o que o espectáculo é em si.
Na sua totalidade foi das peças de teatro a que, sem a mínima dúvida, mais me fascinou e mais me deu vontade de continuar a ver… se durasse 5 horas estaria ali dentro com a mesma disposição e bom grado que estive durante 2.
Agradeço desde já também a referência à minha pessoa: “Ò pá vamos representar só para nós. Agora que a minha amiga Betty Brown me veio ver” e todos aqueles gestos com as línguas e as bocas também, pois revive muito em todas essas partes, vá lá saber-se porquê.

Bom, mas vamos às avaliações individuais:

Simão Rubim – Madame La Condessa
Excelente trabalho de actor, é notória a capacidade de representar.
Todo ele é teatro, todo ele é representação.
Fiquei muito surpreendida quando vi erguer-se o homem que eu conheço sem maquilhagem e fora dos palcos, de botas de cano alto e espartilho de napa, já para não falar da primeira peruca que acho espectacular e que dá muita comicidade à personagem.
A espanhola, que tantas vezes me fez lembrar uma grande amiga minha (lololololololo), “Ai Coño! Ai Coño” foi das partes, no meu entender, mais cómicas do espectáculo, como eu me ri sem parar.
Parabéns!!!

Rita Lello – Madelaine
Filha de Peixe sabe nadar.
Não é à toa que é filha de quem, e que eu adoro.
Protagoniza com o Simão uma dupla imbatível, tem o poder do teatro nas mãos e a grande capacidade de improviso, sem se deixar levar pelo nervosismo.
É de facto uma actriz de grande talento e que sabe tirar partido do seu público, no modo como representa para ele. No palco sabe como dar contra-regra aos colegas e salta à vista como o teatro é a sua casa.
Parabéns!!!

Tobias Monteiro – Idalina
Mas que bela Idalina ali temos.
Deve ser inquietante para muitas mulheres ver que um belo homem, se pode transformar numa bela mulher.
Mas de certo que o que complica ainda mais a vida é se lhes acrescentarmos uma enorme capacidade de representar e uma excelente capacidade de improviso e entretenimento… apresento-vos Tobias Monteiro.
A personagem da Mariza é de facto o papel ideal para este actor, porque o fez como eu acho que mais ninguém o podia fazer. Porque é jovial, brincalhão e tem um excelente sotaque do norte.
Outra das personagens que me fez rir às pregas soltas.
Parabéns!!!

João Craveiro – Barbosa
Aqui está, também, um actor de cabeça, tronco e membros.
Sempre que entrava em cena, e mesmo em cena era para fazer rir o público e de facto tendo em conta o seu profissionalismo essa tarefa é mais que conseguida.
Muito bem. Excelente trabalho.

João Carracedo e Manuel Mendes
Embora com papéis secundários estes dois actor protagonizam um bom trabalho, visto que dão contra-regra para os outros actores, estão também de parabéns, porque afinal uma peça só pode ser um sucesso se existir colaboração de todos.
E estes dois actores muito contribuem para se atingir esse fim.

Juvenal Garcês – o Encenador
É já conhecida a sua fama de encenar boas comédia, mas sinceramente, esta é fenomenal.
Os actores estão muito bem dirigidos, ali não escapa nada.
O trabalho do Juvenal está a ter, e espero que venha a ter muito mais, êxito, devido exactamente ao seu rigor profissional e à sua capacidade de realizar bons espectáculos.
Parabéns, também, para si Juvenal!!!

Os meus devidos parabéns , também, a toda a equipa técnica, porque sem eles o espectáculo não se realizava.

Betty Brown

16 setembro 2006

A Viagem à Mealhada

Resolvi escrever este episódio da minha vida, porque até ao momento nunca tal me tinha acontecido.

E os bons momentos são para recordar.

Só podia acontecer na companhia da minha amiga Samantha Rox.



Faz hoje, dia 16 de Setembro, exactamente uma semana que depois de uma noite de trabalho e de um dia mal dormido que…
Às 14h sou obrigada a levantar da cama, almoçar e sair em direcção à casa da Samantha… ela pediu-me para irmos à Mealhada.
Ah! É bom referir que moramos em Lisboa.

Mas como os amigos servem para as ocasiões, enchi o depósito do meu carro, peguei no meu digníssimo, passei para a apanhar juntamente com o seu digníssimo e pusemos pé à estrada.

O calor era insuportável, mas como a companhia era bastante agradável a viagem lá se foi fazendo.
Uma hora depois parámos numa dessas estações de serviço para tomar um café e como qualquer deste locais, estava cheio de pessoas à espera de serem atendidos, outras como mais sorte e que já estavam a comer, outras ainda que decidiam que revista comprar.

Mas o problema não é a quantidade de pessoas, nem mesmo a escolha de uma revista.
Grave são os preços praticados por estas superfícies comerciais. É certo que são de conveniência e que estão abertos 24 horas por dia, mas sinceramente, daí a um folhado de salsicha pequeno custar 1,80€, mais de 300$, penso que já é demais, uma garrafa de água que compramos num hipermercado por 30 cêntimos, pagamos aqui 1,25€… que grande margem de lucro.

Com estes preços, mais vale fazer como as cinco famílias que estavam na mesma estação de serviço que nós, mas do lado de fora.
Ou seja, instaladas numas mesas ao ar livre com lancheiras e verdadeiros farnéis, felizes da vida e que com toda a certeza comeram com muito mais qualidade, comida muito melhor e pagaram, de certo, muito menos que nós.

Refastelados que estávamos, pusemos novamente pé na estrada e uma hora e meia depois estávamos na Mealhada. Mal entramos na cidade damos de frente com uma estátua bem engraçada na rotunda principal da cidade e que muito me fez lembrar uma amiga (lolololololo). Trata-se simplesmente, de um leitão. Símbolo emblemático daquela localidade.
Achei uma bela homenagem a este animal que tanta fama trás a esta região.

Bem.
Procurávamos o Cine-Teatro Messias, onde ia actuar a Companhia Teatral do Chiado com a peça ‘As Vampiras Lésbicas de Sodoma’, mas parecia que as próprias pessoas da terra não sabiam explicar onde ficava o que procurávamos.
Perguntámos às únicas quatro pessoas que vimos na rua e só os últimos dois rapazes nos conseguiram indicar, com alguma dificuldade, o caminho para o local pretendido.
Seguimos a indicações e lá estava o Cine-Teatro Messias.

Encontrado que estava o local, era mais que hora de jantar… e que belo jantar, Peitinhos de Vitela estufados.
Estavam tão bons que nem eu nem a Samantha comemos tudo, estávamos preocupadas com as silhuetas, mas resolvemos logo a questão, porque não estamos em época de gastos.
Fizemos duas belas sandes de peitinho e toca andar. E que bem que nos soube depois do show dessa noite. Não foi Samantha?

Depois do trabalho feito, regresso a Lisboa para mais uma noite de árduo trabalho

Que grande viagem!!!

Betty Brown

15 setembro 2006

Se eu ganhasse o Euromilhões

Isso seria uma alegria sem fim.
Garanto que não era só eu que ficava bem na vida, a minha família e alguns amigos ficariam bem com certeza.
Continuando com o raciocínio, se eu acerta-se nos cinco números e nas duas estrelas da sorte, ia para onde fosse o Verão.

Adeus frio de Inverno, uma estação triste em que temos a época do Natal que hoje em dia não é mais que comercio e cinismo de pessoas que passam o anos inteiro de costas voltadas e só nesta altura dão presentes, pessoas que dormem à chuva e ao frio. Não.
O Verão é muito mais alegre, muito mais quente onde há praia, pessoas bronzeadas, alegria.

Se ganhasse o euromilhões comprava um avião ou um barco e viajava o mundo inteiro. Voltava a Londres e visitava as fantásticas sevilhanas. Anadava de gôndolas por entre os canais de Veneza, deslumbrava-me com a cidade luz (Paris) e saboreava uma bela Frikadelan em Berlim.

Se ganhasse o euromilhões comprava um grande ecrã plasma, um DVD e uma inumerável colecção de filmes românticos para ver à noite enrolada ao meu grande amor.

Se ganhasse o euromilhões mandava construir meia dúzia de casa e dava-as a meia dúzia de amigos meus, porque sei que podiam viver melhor se a vida lhes desse uma oportunidade.

Se ganhasse o euromilhões comprava vários vestidos da PRÍNCESA DIANA e da MARYLIN MONROE e dava grandes festas, para os poder usar e causar sensação. Comprava a colecção completa dos discos das cantoras UTE LEMPER e SHIRLEY BASSEY.

Se ganhasse o euromilhões ia tomar o pequeno-almoço a Londres, almoçava em Paris e ia às compras a Nova Yorque, só para adquirir uma bagagem da LOUIS VUITTON, ou ir à DOLCE & GABBANA comprar, por exemplo, um simples cinto ou mesmo ir à VICTORIA SECRET´S comprar a melhor lingerie.

Depois o jantar podia ser junto à Torre de Pisa ou mesmo em Copacabana, desde que fosse ao luar com algumas velas, um bom vinho, uma elegante e requintada refeição, servida por um mordomo daqueles tipo Ambrósio.
Depois da degustação, ficaríamos ali eu e a minha cara-metade, para depois dormirmos num finíssimo hotel.

Mas se eu ganhasse o euromilhões, talvez me esquecesse de como é andar de metro, como é bom conduzir até Sesimbra e comer um belo ensopado de enguias em Alcochete.

Já não sabia qual era o sabor dos pequenos-almoços com as amigas na Alsaciana ou no Real Príncipe, não sabia como era beber café à noite com a Samantha na esplanada da avenida, levar com a Nyma aos gritos porque chegamos atrasados.

Talvez não desse valor aos meus vestidos bordados, por mim, à mão com lantejoulas, pedraria e strass, quando não havia dinheiro para mandar outros fazerem.
Não conseguia dar o devido valor ao meu carro já a precisar de ser trocado, mas que já me proporcionou viagens bem agradáveis.

Penso que um pouco mais de dinheiro seria bom para viver mais à vontade sem ter de contar os tostões ao fim do mês, quer dizer ao fim não porque da maneira que as coisas andam, já os contamos no meio do mês.
Mas não ia gostar de perder o que tenho hoje em dia.

Bem hoje é dia de apostas vou jogar…
Vai uma aposta ó freguês?

Betty Brown

14 setembro 2006

Os Pequenos-almoços no Príncipe Real

Se é verdade que durante a semana nas pastelarias da zona do Príncipe Real, em Lisboa, nomeadamente na Alsaciana e no Real Príncipe, os pequenos-almoços são entediantes e extremamente calmos, o mesmo já não se pode dizer dos fins-de-semana.

Chega-se aos Sábados e Domingos e fazem ‘bicha’ nas portas dos referidos estabelecimentos é uma enchente que só visto.

Mas se pensam que é uma clientela qualquer, então enganem-se.
Claro que não, porque se assim fosse nem havia razão para destaque no meu blog.

Eles e elas e os outros ‘eles’ e as outras ‘elas’, se é que me faço entender, chegam vindos directamente das discotecas famintos de dançarem e de outras coisas mais, que vou escusar-me a referir para não ferir a sensibilidade de alguns cibernautas mais conservadores.
Bom. Entram, ainda, eufóricos da noite e é beijinho para aqui, beijinho para ali. Todos se beijam numa harmonia quase perfeita. E eu digo 'quase' porquê?

Porque se assistirmos aos desenrolares seguintes, vemos que há uma separação de grupo, nem todos se sentam na mesma mesa, como se de várias classes se tratassem. Portanto, a ideia de pertença de grupo como um todo não se aplica aqui.

Existem os que se julgam mais intelectuais, os que tentam parecer mais discretos, os mais excêntricos e aqui este não precisam de fazer muito para serem excêntricos e ainda os que vão tomar o pequeno-almoço e nada mais.

Muitas vezes tomo, também neste duas casas, o meu pequeno-almoço e deparo-me com certas situações que me fazem bastante confusão.
Passo a explicar:

Desde cenas completamente despropositadas para aquela hora da manhã, tendo em conta que se encontram, já, cliente acabados de acordar e que não estão no mesmo ritmo que os que acabaram de vir da diversão;

Outra das cenas incomodativas é a forma de algumas pessoas se vestirem: uma mini-saia que mais parece um cinto largo e despir as calças para se arranjarem é algo que só faz sentido e só se compreende em casa ou para profissões que requerem esse tipo de roupa e atitudes;

Comportamentos como conversas mais picantes em voz altíssima, gritos estéricos e palavrões à descarada é algo que não fica bem a estas horas do dia e muito menos nestes locais…

mas como diz o ditado as acções ficam para quem as pratica.

Eu só gostava é que das próximas vezes eu não tivesse, e penso que também os restantes clientes, que tomar café e assistir a cenários como estes.
Fica o conselho para mudarem, todos aqueles a quem lhes servir a carapuça.

Betty Brown

13 setembro 2006

O Tempo

Um dia o Tempo perguntou ao tempo, quanto tempo o Tempo tem, e o tempo respondeu ao Tempo, que o Tempo tem tanto tempo quanto tempo o Tempo tem.

Pois é isso mesmo. Nos dias de hoje não há tempo para nada.

Mal acordamos é um levantar à pressa, tomar banho, o pequeno-almoço quando dá e correr para o trabalho.


Já no local de trabalho só há tempo para ir depressa ao café e tomar uma bica que não esteja muito quente porque temos de a beber de penalti.
ntramos na empresa e é um trabalhar que não paramos mais... quer dizer os que trabalham porque há aí muito boa gente que não faz rigorosamente nada na vida.

Saímos do trabalho, mais uma vez a correr, uns para ir buscar os filhos ao colégio, outros para ir para o outro trabalho porque o ordenado de um só não chega para as despesas e outros até para ir para casa preparar o jantar.
E o nosso dia-a-dia resume-se a uma falta de tempo e a uma correria sem fim.

E então onde fica o espaço para a nossa integridade física? E o tempo para os tempos livres? Para a família? Para cuidarmos de nós?

Pois o ritmo das nossas vidas é tão acelerado que nem tempo temos para pensar que estas coisas nos fazem falta, quanto mais efectuá-las.
Eu falo por mim, nem que eu tivesse 48 horas num dia conseguia fazer tudo o que tenho e o que gosto de fazer.

Não sei à quanto tempo não cuido do meu corpo com as minhas aulas de Yoga e RPM no ginásio, cada dia que planeio ir acontece qualquer coisa que me prende no trabalho e quando olho para o relógio já fechou.

O tempo também falta quando falamos de cuidado psicológico. A única oportunidade que temos para estarmos sós é no carro a caminho do trabalho ou de casa, ou então quando estamos na casa de banho. É aqui que podemos pensar em nós enquanto Seres Humanos, enquanto pessoas, é aqui que podemos fazer as nossas introspecções e avaliar o nosso dia-a-dia.

E dar grandes passeios aproveitando os tempos livres, nem pensar a não ser no fim-de-semana. E é quando dá, porque é neste dois dias, ditos livres, que por vezes arranjamos tempo para arrumar a casa ou organizar papelada que não conseguimos durante a semana.

E em certos caso nem para comer em condições temos tempo, é tudo tão à pressa, que muitas pessoas acabam por sofrer de úlceras no estômago.

E até no mal de amor lá está o tempo, como um bem precioso.
Temos de dar tempo ao tempo para que tudo se resolva, mas custa tanto deixar passar o tempo, sem conseguir fazer nada e muitas vezes sem ter vontade de fazer.

Acho que necessitamos de ter mais tempo, ou então de organizar melhor as nossas vidas.
Se alguém conseguir chegar ao fim de uma semana com tudo o que queria e tinha de fazer concluído, por favor digam-me como é que se faz.
Porque eu, decididamente, não consigo.

Betty Brown

12 setembro 2006

Ser Gay

Se consultarmos o dicionário de Língua Portuguesa o significado de homossexual é, no seu sentido mais lato, ‘a pessoa que se sente atraída por pessoas do mesmo sexo'.

Ora bem, é neste termo e na classe homossexual que me vou concentrar hoje.

É preciso saber ser-se GAY. E porquê?

Numa sociedade como a nossa, que vive com uma mentalidade fechada e muito concentra, ainda, no pensamento salazarista ‘Deus, Pátria, Família’ ser-se gay não é tarefa fácil.
Ainda bem que existem várias associações e a ILGA Portugal que têm feito um excelente trabalho na reivindicação dos direitos homossexuais.

São festas temáticas, marchas de orgulho e arraias que têm contribuído para que a opinião pública nacional veja com outros olhos esta classe. A provar isso mesmo foi o Arraial Pride Lisboa 2006.
Um evento como há muito eu não assistia. Uma festa muito bem organizada, com caras giras, uma recepção aos artistas espectacular, a localização foi excelente não podia ser mais central... foi pena ter durado pouco tempo, mas sei também que nada poderam fazer para alterar esta situação.
Muito deste sucesso se deve aos meus queridos Zé Manel (ILGA), Mário Varela (DJ Trump´s) e Oscar Reis, que se empenharam que devolver à cidade de Lisboa esta festa gay. Isto sem esquecer, claro está, a importância que tiveram os demais colaboradores na organização desta festa.

Mas se muitos lutam para que a classe gay ganhe cada vez mais dignidade na sociedade portuguesa, existem outros que deitam tudo a perder.
Ser homossexual deve ser, na minha opinião, como a cor dos olhos ou a cor do cabelo. Uma coisa natural que faz parte de uma pessoas e não um problema de todo o tamanho.
A orientação sexual de cada indivíduo dever ser entendida, normalmente e não imposta numa bandeja aos outros.

Que direito tenho eu de estar a confrontar outras pessoas com as minhas orientações, se eu de certeza não ia gostar da situação contrária?
Podemos ser tudo o que queremos ou que sonhámos ser. Não podemos é esquecer-nos que a nossa liberdade acaba quando começa a liberdade do outro.

Mas nem todas as pessoas pensam assim e com comportamentos impróprios e com uma total falta de saber estar certos, não sei se lhes devo chamar homossexuais porque nem isso conseguem ser, certos ‘raparigos’ denigrem a imagem dos gays portugueses.
Cenários de uma quase luxúria em plena área de restauração de um famoso centro comercial da baixa pombalina, gritinhos estéricos e assédio aos homens que passam acompanhados são o quotidiano destas criaturas que passam a vida no café.
Eu penso que ser homossexual não é isto, não é adoptar comportamentos que em nada dignificam a classe.

E é como já disse, o trabalho árduo de anos a lutar é depois colocado em causa pelos comportamentos destas pessoas. E houvesse na rua: “Fogo é maricas”, “Olha o paneleiro”.
Decididamente, penso que, não é isto que queremos. O que queremos é que quando passarmos na rua digam “Olha lá vai Fulano Tal”, com respeito, porque somos TODOS DIFERENTES TODOS IGUAIS.
Basta para isso saber estar nos locais e comportar-se com o mínimo de dignidade.

Betty Brown

11 setembro 2006

O 11 que mudou o Mundo

Assinalam-se, hoje, cinco anos após os atentados às Torres Gémeas do World Trade Center.

Mais de 3 mil pessoas morreram na sequência dos atentados da Al-Qaeda aos Estados Unidos da América.

Se pensarmos bem isto levanta sérias questões.

Serão necessários estes meios para se atingir certos fins?

E Portugal, está a salvo destes acontecimentos?

Um acontecimento como este é, no meu entender, desnecessário se tivermos em conta as milhares de pessoas INOCENTES que morreram por causa dos interesses de uns tantos poderosos que não se fazem de rogados quando está em causa os seus mais importantes interesses.

É preciso, no entanto, saber se esses interesses são mesmo importantes, ou não passam de meros caprichos de crianças grandes e guerrinhas entre países.
Porque se assim é, é muito grave a falta de sensibilidade e a falta de compaixão por todos os que ali trabalhavam e passeavam, e por todos os que ficam feridos e traumatizados de tal forma que, hoje em dia, não voltaram a recuperar a vontade e a segurança de andar de avião.
Existem nova-iorquinos que cinco anos depois ainda têm pesadelos com a queda e o embater dos aviões nas Torres.

O 11 de Setembro trouxe ao Mundo uma nova forma de olhar para o povo afegão. A queda das torres veio criar um sentimento de desconfiança e aqui acaba por vencer o ditado “Paga o Justo pelo Pecador”.
E mais uma vez por causa de uns tantos poderosos acabam por pagar todos. Este povo é visto pela opinião publica ocidental como os guerrilheiros, os maus, aqueles que provocaram toda a desgraça.
Em muitas das situações estas pessoas vêem a sua vida arruinada porque a partir daí já ninguém lhes dá emprego, os amigos (ocidentais) vão-se, e tudo por causa do medo que, sem intenção e sem culpa, provocam nos outros.

Então não era muito melhor se hoje em dia ainda se podesse visitar as Torres Gémeas do World Trade Center?
CLARO QUE SIM!
Ter-se-iam poupado pelo menos 3 (três) mil vidas.

E Portugal?
Está o nosso país mesmo bem guardado destes atentados?
Pessoalmente considero que este rectangulozinho à beira mar plantado não tem envergadura nem importância para ser alvo de tais ataques. E se assim for penso que tanto melhor.
Nas grandes guerras, Portugal ficou sempre neutro, logo aqui não há “mágoas” do passado.
E embora tenhamos um rico país, infelizmente, não temos um país rico. O Petróleo importamos, os Diamantes deixámos ficar nas colónias e até o dinheiro que há aqui é pouco tendo em conta a crise que se vive.

Assim sendo e para o bem de todos os portugueses e cidadãos deste país, espero que continue sempre assim.
Sem cenários como o de 11 de Setembro que hoje assinala cinco anos, o de sete de Julho nas estações de metro de Aldgate, King’s Cross, Russell Square, Edgware Road e Old Street, em Londres ou mesmo o de 11 Março na estação do metro de Atocha, em Espanha.

Hoje é dia de homenagear os actores deste lastimável cenário.
Foi para isso que a Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários foi até aos Estados Unidos: prestar homenagem aos bombeiros mortos à cinco anos. Bem hajam portugueses, bom trabalho e mostrem a grande compaixão lusitana.
Porque o mais importante de tudo é continuar com muita fé, reconfortar os mais infelizes e nunca, mas nunca deixar morrer a memória de todos os que morreram neste acontecimento terrível.

Betty Brown

10 setembro 2006

A Nossa Sociedade

Portugal vive uma conjectura social muito única.
Uma sociedade em muitos aspectos fechada e ainda própria de 50 anos de ditadura salazarista.
Ainda nos dias de hoje se vive mais em função da aparência que do conteúdo.

Quantas vezes ouvimos na rua: “Não faças isso que parece mal”, ou “Ainda bem quem ninguém viu”, esta postura quase correcta perante o olhar dos outros é algo que em países como Espanha, Itália ou Alemanha, só para referir alguns casos, já não se verifica.
As pessoas vivem o seu dia-a-dia de uma forma descontraída sem se preocupar com opinião dos outros... outras mentalidades.

Porque razão a minha sociedade, a opinião pública que me rodeia não me aceita da forma como eu sou?

Porque tenho eu que fingir que sou uma coisa, quando sou completamente o oposto?

Porque é que tenho de dizer sim, quando o que me apetece é dar um redondo NÃO?

As respostas as estas perguntas estão no seio de uma sociedade ou porque não nos aceita ou porque nós não sabemos viver dentro.

Partimos do pressuposto que não nos aceita.
Uma sociedade em que as mulheres ainda são consideradas inferiores ao homem e isto está bem presente na acção que o Bloco de Esquerda levou ontem a cabo, e muito bem na minha opinião, na fábrica de Aveiro.
Uma acção na Marcha pelo Emprego e que teve como intenção incentivar as trabalhadoras a lutar contra a desigualdade no emprego, onde elas ganham menos 50 euros que eles. Ora um país em que esta situação, ainda, acontece não está com certeza na linha da frente da evolução e do progresso.
Uma sociedade onde a maioria dos homossexuais não se podem assumir nos seus locais de trabalho, sob a condição de serem discriminados, alvo de comentários desagradáveis ou até mesmo de despedimento, está mal feito. Onde é que estão consagrados os Direitos Humanos, nomeadamente o direito à igualdade?
Uma sociedade onde as empresas “põem de lado” pessoas com deficiência, se bem que agora saiu uma nova lei que restringe estas atitude e em alguns casos até pune, e não lhe atribuem um local de trabalho. Essas pessoas também têm direito a um emprego para poderem ter dinheiro que as sustente.
Não podemos viver mais uma sociedade assim.

E se for eu que não sei viver dentro desta sociedade?
Então aqui o caso muda de figura e eu tenho de descobrir o melhor local para viver e para estar.
Se esta sociedade para mim não é a ideal, se bem que não existem sociedades perfeitas como acreditava Karl Marx. Então terei de sair deste espaço e ir para fora... É uma pena!
Porque Portugal tem perdido inúmeros talentos para os países vizinhos, só porque não os compreende ou não os aceita.

Assim sendo cabe a cada um de nós procurar a sua sociedade perfeita.
Eu estou em busca da minha.

Betty Brown

08 setembro 2006

As Carpideiras


As carpideiras surgem nos funerais para chorar. É este o significado mais lato da palavra.
Mas pode muito bem ser aplicado a outras criatura que proliferam na noite como bonecos diabólicos e que a sua única vontade é estragar o que os outros fazem com todo o empenho.
Chegam instalam-se, fazem-se de amigas, mas na realidade o que querem é aproveitar-se de nós.

Ao principio tudo é muito bonito e tudo parece sem interesse algo. À medida que lhes é dada confiança elas vão abusando querendo muitas vezes anular a pessoa que em tempos lhe fez bem e lhe deu amizade pura.
Malditas carpideiras que nos sugam e ainda se fazem de sonsas.
Não posso com elas são uns mamarrachos e ainda se julga muito boas e linda de morrer... que pobreza não têm olhos na cara, mas fica aqui o conselho: Multiopticas em qualquer parte da cidade.

Estas criatura vivem em manada, todas na mesma casa e mesmo assim não conseguem pagá-la, não é que eu tenha nada a ver com isso, mas ao menos em vez de saírem todas as noite para chatear a cabeça a quem trabalha podiam ir procurar emprego para pagarem as suas contas, pois há tanta gente que quer uma casa e disposta a fazer sacrifícios para a ter e não conseguem. E estão estas emergentes a usar e abusar da boa vontade dos senhorios e dos empregados das discotecas.

Outro dos aspectos que mais me faz impressão é o facto de se queixarem de nunca têm dinheiro e depois é vê-las em tudo o que é discotecas todas as noites, sempre perdidas de bêbedas a cair para o lado.
Sinceramente gostava muito de saber onde é que vão buscar dinheiro para saírem todas as noites.
Se por acaso alguém souber diga-me...
Mas isto ainda é o de menos, grave, grave é não terem o que fazer e virem chatear os outros no seu local de trabalho.

Claro que as próprias carpideiras, quando lerem este artigo (e eu sei que costumam ler o meu blog) são identificar-se rapidamente.
Só espero que comecem por colocar a mão na consciência e ver o que querem da vida.

BOA SORTE!!!

Betty Brown