O Mundo da

25 junho 2007

Depois da Festa

As dores são mais que muitas: nos pés, na cabeça, nas costas... sei lá eu mais onde.
É este o resultado depois do 11º Arraial Pride, que se realizou este sábado à noite em Lisboa.
No entanto devo confessar que valeu a pena e é como diz o ditado: 'Sofrer para Bela ser'.

Pois bem...
Vamos, então, à analise da festa... (se me permitem)

O local foi espectacular. Uma das praças mais emblemáticas do país receber a festa gay portuguesa, já quer dizer alguma coisa, talvez o modernizar de mentalidades. E nisto a organização e a ILGA estão de parabéns, por terem conseguido devolver à cidade de Lisboa esta festa. Agora sim tem um espaço digno de si mesma – o coração da capital, numa praça que ao longo dos anos viu partirem inumeras vezes os nosso navegadores.
Ainda assim tenho de dizer que fez-me confussão terem destinado à festa apenas um pequeno espaço da praça (já não é mau) – mas gostava que a praça tivesse sido ocupada na sua totalidade.

Os portugueses conseguiram, mais uma vez superar as minhas espectativas ao aderirem em grande numero. Os portugueses mostraram-se muito divertidos e receptivos em relação ao Arraial Pride deste ano, apenas reparei, com alguma tristeza, que apenas se faziam notar duas personagens muito bem caracterizadas: Samantha Rox e Betty Brown (sim eu mesma).
Penso que este ano faltaram travestis, drag queens, como lhe queiram chamar. Faltaram! O recinto precisava de brilho e de fantasia – algo que vi noutras edições e nesta não.


O espectáculo foi (e aqui tenho de dar os parabéns ao meu mano Marinho) muito muito bom, muito bem organizado e com a diversidade que se pretende numa ocasião destas.
O grafismo estava estremamente profissional (aliás nem outra coisa se podia esperar vinda do Mário Varela) e enquadrado dentro desta temática.
A ajuda do staff e a protidão do mesmo em relação aos artistas, foi incorrigivel, sem nada a apontar! Apenas a agradecer.
Ainda assim existiu apenas uma coisa que gostei menos: os separadores entre os artistas. Compreendo a ideia, acho boa, mas penso que deveria ter sido outro instrumental.

Em suma a festa foi como se costuma dizer no universo gay:
UM ARRASSO!!!
UM ESCÂNDALO!!!
Betty Brown