O Mundo da

30 novembro 2006

Dia 11 de Fevereiro vamos ter de decidir

O Presidente da República, Cavaco Silva, decidiu convocar o referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez para 11 de Fevereiro de 2007, justificando a decisão com o facto de o tema ser objecto de debate na sociedade, apesar de ter havido já um referendo sobre a matéria.
O Presidente apelou a que o debate decorra “com serenidade e elevação”, e justificou a data de 11 de Fevereiro, com a necessidade de as diversas forças políticas e da sociedade civil terem tempo para se organizarem e debater a questão.

A partir de agora há que fazer campanha…
Desde já deixo, aqui, a minha posição sou COMPLETAMENTE A FAVOR da despenalização do aborto, por diversas razões.

Em primeiro lugar o corpo é da mulher e ela tem o direito de decidir se tem ou não esse filho, claro que isso acarreta problemas como a identidade de um ser que se está a formar, mas ainda não nasceu.
Então quem é que decide? É o homem? Não me parece, ele não o carrega dentro de si.

Depois de uma violação, a mulher fica grávida desse ‘animal’ que lhe fez mal, que a magoou, que lhe deixou traumas. Ela ainda tem de aguentar uma vida inteira a olhar para o filho como o resultado, talvez, do pior momento da sua vida, como o fruto de algo indesejado?
Claro que não, já basta os seus traumas, para a lembrarem disso.

Será aceitável, que uma criança nasça sem o mínimo de condições, quando se sabe à partida que os pais não têm condições financeiras que lhes permita dar uma educação e um bem-estar, já não digo bom, mas pelo menos razoável a essa criança?
Eu penso que não.

E quando, através de uma eco grafia, o médico adverte a grávida para deformações no feto. Não tem a futura mãe o direito de não ter esse filho, que vai nascer com a certeza de sofrer toda a vida?
Claro que tem.

Agora o que eu não considero ser aceitável é o facto de por uns meros minutos de prazer se destruam vidas inocentes, que estão de perfeita saúde.

Passo a explicar:
Não aceito que depois de certos prazeres carnais e ao descobrir que se está grávida, as mulheres recorram constantemente ao aborto, isso não. Porque não estando a mulher numa das situações que atrás referi, então a mulher engravidou porque quis ou porque não teve cuidados.

E nos dias em que correm, já não há desculpa para a falta de cuidados. Existem spots publicitários e o preservativo e a pílula são do conhecimento da generalidade da população.
Assim sendo eu sou da mesma opinião que o presidente da república considero, também, que este é um tema no qual se deve ter o maior cuidado quando abordado e espero, sinceramente, que a campanha seja muito explicativa de ambas as parte, dos que estão pelo SIM e dos que estão pelo NÃO.

Betty Brown

29 novembro 2006

Papa procura apaziguar relações

O Papa Bento XVI iniciou, ontem, uma visita oficial de quatro dias à Turquia, a primeira do seu pontificado ao Islão, começando por Ancara, onde as medidas de segurança superam as adoptadas na do Presidente norte-americano, George W. Bush.

Bento XVI foi convidado pelo Presidente Ahmet Necdet Sezer, por diligência do Patriarcado Ortodoxo de Constantinopla, de Bartolomeu I.

No aeroporto da capital turca, o Sumo Pontífice da Igreja Católica dialogou com o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, que estava de partida para a Cimeira da NATO, em Riga, na Letónia.

Bento XVI seguiu depois para a cidade de blindado, sob escolta militar.

Será esta uma visita que necessite de tanta segurança?
Ou melhor, é certo que exista tanta segurança, depois do que ouvimos na igreja e depois de tantas pregações?

O Sumo Pontífice da Igreja Católica falou, pois falou.
E os muçulmanos ouviram e não gostaram do que foi dito – isto é ponto assente.

Mas não está na origem do ensinamento de qualquer uma das religiões o perdão, o saber perdoar. Jesus deu a outra face, não criticou, não reivindicou.

Somos humanos não somos perfeitos, já sei.
Erramos, tudo bem.

Mas se o exemplo não vem de cima, daqueles que estão ao serviço do Senhor, como podem exigir depois que o ‘rebanho’ não se afaste da igreja, não comece a questionar alguns factos que se formos a analisar mais profundamente até têm algo de inacreditável, mas que os seus seguidores continuam a acreditar porque têm .

Bento XVI disse o que não deveria ter dito.
Mas rectificou, reconheceu e está a tentar emendar o seu erro com o arrependimento.
Do lado dos muçulmanos o que fazem?
Guerreiam, protestam, manifestam-se. Se calhar deviam reconsiderar, pensar nas linhas orientadoras da sua religião e aceitar o arrependimento do chefe da igreja católica.

O Papa defendeu um diálogo entre cristãos e muçulmanos "que respeite as diferenças e reconheça o que têm em comum" e apelou ao respeito pela liberdade de religiosa.
"Cristãos e muçulmanos pertencem à família dos que crêem num Deus único", declarou o Sumo Pontífice, numa declaração à imprensa após um encontro com Ali Bardakoglu, responsável pelos assuntos religiosos do Governo turco.
Depois disto Bento XVI não pode fazer muito mais se o povo muçulmano não quiser colaborar.
Espero sinceramente que a relação entre católicos e muçulmanos fique mais calma e que as duas religiões se comecem a entender, ou seja, faço minhas as palavras de Bento XVI.

Betty Brown

26 novembro 2006

Inventam Tudo



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Betty Brown

25 novembro 2006

E Tudo a Água . . . . . . Estragou

O titulo do filme não é este, mas nesta sexta-feira, podia muito bem ter sido, porque tudo o que se assistiu hoje foi um autêntico filme de pânico e terror, com a água, mais uma vez, a semear desgraça e estragos em todo o país.
Devo confessar que nunca tinha visto chover da maneira que vi, eram inundações por toda a parte, árvores caídas, estradas cortadas, enfim, um autêntico pandemónio.


Tomar foi uma das cidades mais atingidas pelas inundações, com o Rio Nabão a transbordar e a alagar as zonas de Flecheiros, Levada e a aldeia de Carvalhos de Figueiredo, onde várias famílias tiveram que ser retiradas das suas casas.
Mais de cem mil clientes da EDP, a maioria no Grande Porto e Minho, ficaram sem luz devido a inundações de postos de transformação, queda de linhas e postes, que afectaram a distribuição a partir de Setúbal.


Estes acontecimentos foram todos eles cobertos pelos órgãos de comunicação social de uma forma muito profissional, as três televisões e alguns canais de rádio, com emissões em directo, a todas as horas, juntamente com, o que eu considera muito importante, o estado do tempo para essa tarde e fim-de-semana.


Mas vou centrar-me no que vi em Lisboa, Odivelas e Loures.
A estação do metro do Rossio, em Lisboa, que está fechada foi preciso uma barreira de sacas de areia para impedir a entrada das águas.
Ao início da noite, a rua das Portas de Santo Antão, em plena Baixa pombalina, estava completamente inundada.


Na parte oeste da capital, em Odivelas a Calçada de Carriche teve de ser cortada ao trânsito e todos os que conseguiram, ainda, descer a calçada arrependeram-se, com certeza, de o ter feito.
É que ao fundo da calçada o lago de água era imenso, a rotunda do Senhor Roubado tinha, pura e simplesmente, desaparecido por debaixo da água o que tornou trânsito parado com os automóveis impossibilitados de contornar a rotunda.


Obviamente, com a Ribeira de Odivelas, ainda, suja a freguesia mais afectada deste concelho só podia ser a Póvoa de Santo Adrião, se bem que a freguesia de Odivelas também registada danos muito significativos.
É tempo de por ordem na casa Sra. Presidente da Câmara, Susana Amador, e mandar limpar o que tem de ser limpo…Já lhe disse isto: CONFIO EM SI!!!


Os dois dos três acessos à cidade de Loures foram cortados ao trânsito, restando o IC22 para chegar ao centro da cidade.
Este foi o único concelho que não consegui saber ao certo se regista ou não prejuízos, porque o Comando dos Bombeiros de Loures se recusou a prestar declarações.


Bom o certo é que já passou e segundo o Instituto de Meteorologia vem aí melhorias no estado do tempo.
Agora é tempo de ganhar forças e refazer o que a água estragou.

ABENÇOADA PROTECÇÃO CIVIL E PRINCIPALMENTE OS BOMBEIROS!!!
(é pena é que, muitas vezes, não sejam devidamente reconhecidos pelo esforço que fazem)

Betty Brown

23 novembro 2006

O que fazer nas aulas de substituição?

Centenas de alunos de várias escolas da Grande Lisboa, Setúbal, Porto, Coimbra e Portimão protestaram, esta quarta-feira, contra as aulas de substituição, exames nacionais do 12º ano e insegurança.

Além do fim das aulas de substituição e dos exames nacionais, estes alunos exigem a redução para 20 do número máximo de alunos por turma, a diminuição dos programas escolares, o fim da privatização dos bares e papelarias das escolas.

O que se passou hoje, já tinha acontecido a passada semana o que levanta sérios problemas na educação portuguesa.
Mas vou restringir-me apenas aos alunos, se sequer abordar o tema dos professores, por senão há tanto para escrever que não vou ter espaço suficiente no blog.

Bem como estava a dizer:
Caso os alunos tenham razão (e eu tenho dois alunos em casa e confirmam essa situação), em relação ao que se passa nas aulas de substituição – servem para tempos livres e para jogos. Então está criado aqui um problema com duas grandes questões que têm rapidamente de ser resolvidas, pelas entidades competentes.

Da parte do Ministério da Educação:
Reestruturar e avaliar estas aulas, colocando os professores adequados em cada aula, isto é se há uma aula de físico-química em que falta o professor, que seja um professor desta área a a segurar a aula e substituição, porque não existe só um professor desta área numa escola.
Cabe à tutela salvaguardar que o tempo das aulas de substituição seja BEM aproveitado.

Da parte dos Professores:
Em primeiro lugar o docente tem de ser pedagógico e saber um pouco de tudo.
Mas se existirem caso, e eles são muitos, o professor até não dominar bem a matéria da aula em falta, pode sempre aproveitar para aprofundar a sua área. Mais vale dar outra matéria, do que passar o tempo a jogar. Já diz o ditado: o Saber não ocupa lugar.
Retomemos o exemplo da aula de físico-química. Suponhamos que é um professor de português que vai substituir o docente em falta, de físico-quimica até pode não perceber patavina, então, penso eu, pode sempre aproveitar e dar algumas explicações de português. É uma solução até bem razoável.

Outro dos aspectos reivindicados pelos alunos foi a redução do número de alunos por cada turma.
Nada mais justo tanto para alunos, como para professores.
Com menos pessoas na turma o professor tinha mais tempo para dispensar, individualmente, com cada um.
E reduzindo o número de alunos por turma iria criar mais turma, sendo precisos mais docente e isso seria bom, pois há tanto professor no desemprego. Mas parece que o Ministério da Educação, também, não está muito importado com isso, é só ver o que vai acontecer com o Estatuto da Carreira Docente: 25 mil professores fora da sua área.

Assim não pode ser.
Haja alguém que ponha mão nisto…
Só espero que o Governo socialista saiba o que anda a fazer.

Betty Brown

21 novembro 2006

Futebol: Desporto ou Máfia?

O Futebol é o tipo de desporto que, sinceramente, não sou muito fã.

Apenas o senhor Scolari conseguiu colocar-me à frente de uma televisão a torcer pela selecção portuguesa e porque era a minha selecção (lá nisso sou muito patriota e acredito que o que é nacional é bom e que estamos ao mesmo nível dos estrangeiros).
De outro modo não perco tempo a ver o chamado desporto rei.

E é aqui que reside, no meu entender, o problema: desporto rei.
Porquê?
Porque movimenta massas? Pode ser.
Porque é disputado com toda a garra, por todo o Mundo? Até pode ser verdade.
Mas, para mim, o que ilustra bem a expressão ‘desporto rei’ são mesmo os rios de dinheiro que o futebol movimenta.

Tendo em conta o que tem vindo a acontecer ultimamente, há uma pergunta (aliás à várias), que surge:
FUTEBOL: DESPORTO OU MÁFIA?
Para mim a resposta é simples, e não tem a ver com o facto de eu não ser grande fã deste desporto. Trata-se de uma máfia.
Só pode ser isso, depois do que se tem vindo a assistir, através dos órgãos de comunicação social.
É o processo Apito Dourado, são os sucessivos processos de Vale e Azevedo, são alegados negócios incluindo viagens entre o presidente do FCPorto, Pinto da Costa e árbitros, o caso Mateus e, mais recentemente ainda ontem, a detenção para interrogatório de José Veiga ex-director-geral da SAD benfiquista. E isto são só os casos que foram mais mediatizados pelos media.

Depois disto querem o quê? Que o futebol seja bem visto?
Não pode ser minha gente.
São milhões de euros em circulação, muita gente é subornada, outra espezinhada e há, ainda, aqueles que são tentados a trair a sua própria equipa como terá acontecido com o defesa da selecção da Polónia, Jacek Bak, que, alegadamente, teria recebido uma proposta de 10.000 euros para "oferecer" uma grande penalidade à selecção belga.
Mas não é só no futebol que existe este cenário, mas isso fica para outro dia.
Só acho lamentável, que o desporto seja visto assim.

Claro que o futebol, também, tem o seu lado positivo, como em tudo, mas surgem depois estes episódios e apagam as boas recordações.
Tanto dinheiro?
Existem tantas crianças a passarem fome por este mundo fora, tantos sem-abrigo ao frio.
E, por outro lado, há jogadores que se dão ao luxo, e eu não vou precisar dizer o seu nome, de construir uma igreja de raiz, dentro da sua propriedade só para baptizar o filho e outros que esbanjam dinheiros e compras fúteis para as namoradas.
Mas, ainda, pior são as pessoas, autênticos estúpidos e ignorantes, que para poderem ver aquela partida de futebol que é tão importante gastam o que têm e o que não têm, prejudicando muitas vezes os próprios filhos que ficam sem dinheiro para comer no resto do mês ou da semana. É muito triste.
Sinceramente…
É uma MÁFIA e isso, ninguém me tira da cabeça.

Quero saber a tua opinião.
Para ti o Futebol é um Desporto ou uma Máfia?
Deixa o teu comentário…

Betty Brown

18 novembro 2006

Elogio ao AMOR de Miguel Esteves Cardoso

Li este artigo do MEC e achei fabuloso.
Não há nada no mundo, excepto as crianças, que mais me faça feliz que o AMOR, principalmente quando ele é verdadeiro.
Por isso mesmo decidi publicar, hoje (dia das receitas afrodisíacas), este mesmo artigo.
Leiam vão ver como há imensas parecensas entre o que ele escreve e o que nós sentimos.
Apreciem...

"Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".

O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade,ficam "praticamente" apaixonadas .
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.

Amor é amor.
É essa beleza.
É esse perigo.

O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode.
Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A"vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária.
A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.
Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém.
Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder.
Não se pode resistir.

A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Estou certa que valeu muito a pena o tempo que prestaram a este texto.
Betty Brown

15 novembro 2006

As Malícias da Natureza







Nunca tomem Viagra com Beringela!!!










Mesmo sendo um Cato acredito, que muito boa gente não se importasse de ficar cheia (o) de picos!!!










Este é daqueles Limões que deixa um sabor amargo na boca!!!










Uma Maçã bem atrevida!!!










Um peito duro como uma rocha!!!










A verdadeira Mãe Natureza!!!










Aposto que muitos homens gostavam de ter esta árvore no seu jardim!!!










Chamem-lhe lá Parva. De parva não tem nada.

Bem agarrada ou para ele não fugir, ou para não cair!!!










Quem é que se atreve a colocar uma bolinha de natal?











Até a natureza tem as suas Rachas!!!












A Natureza aberta aos demais!!!




Betty Brown

11 novembro 2006

Até chateia
O que vos vou escrever a seguir é algo que já faz parte, à algum tempo, quer do panorama televisivo nacional, quer do internacional.

É frequente, enquanto estamos em frente à caixa mágica, sermos abalroados com publicidade de mensagens para o telemóvel.
São toques polifónicos, imagens, testes amorosos e outras baboseiras que só servem para gastar dinheiro…mas há que entre nisto, mesmo em tempos de recessão como os que vivemos.

Quem é que nunca se deparou, nos intervalos das grelhas de programação, com os anúncios que ‘oferecem’ toques de uma tal novelas, ou a última de Nelly Furtado ou até mesmo a classificação amorosa através dos nomes de dois namorados?
É claro que todos os que são telespectadores, já se cruzaram com estas situações pelo menos uma vez, se bem que é difícil ser apenas uma, porque na maioria das vezes passam dois ou três spots publicitários uns a seguir aos outros.

E agora pergunto eu:
Será que o país e os salários portugueses estão tão bons, que o dinheiro abunda?
É porque se está digam-me, rapidamente, onde moram, porque onde eu vivo o ordenado tem de ser bem contado, para poder chegar até ao fim do mês e mesmo assim às vezes é difícil.

Claro que, a esta altura, todos os que estão a ler este artigo devem estar a dizer ou a pensar que não. Que a situação é péssima.
Então expliquem-me como é que estes anúncios, ainda, continuam a vender?
Sinceramente não percebo e não consigo encontrar utilidade, nem veracidade numa mensagem, via telemóvel, na qual o nome de duas pessoas dá para avaliar o amor que existe entre ambas.

Bem comigo estas empresas de SMS televisivos não ganham dinheiro nenhum…mas tudo bem cada cabeça sua sentença.

Betty Brown

08 novembro 2006

Abençoado Sol


Parece que o Sol vem, outra vez, aí. E já não era sem tempo de parar toda esta chuva.
Porque não há fome, que não dê em fartura.

Lembro-me que em Julho e Agosto todos se queixavam do imenso calor que se fazia sentir.
Pois bem São Pedro fez a vontade e mandou alguma chuva…


O que não estávamos à espera é que o Alto Conselho Lá de Cima, nos enviasse verdadeiros dilúvios, ao ponto de transformar as estradas em verdadeiros rios que entraram pelas casas e lojas a dentro destruindo tudo e matando, inclusive, pessoas e animais.
Viveram-se momentos de agonia e pânico, com as famílias portuguesas a sofrerem na pele as constantes chuvadas e trovões.

Só para servir de exemplo, a população de Santarém está, completamente arrasada com localidades, totalmente, inundadas.
A Protecção Civil já baixou o alerta amarelo e diz que o tempo vai melhorar.
Deus queira, que assim seja!!!

Ainda, ontem, o ministro da Administração Interna, António Costa, esteve reunido com nove governantes civis dos distritos mais afectados com o mau tempo. Da reunião saiu a certeza de que o Governo não vai prevê apoios extra às autarquias.
É bom perguntar, então, ao senhor ministro se todas estas catástrofes, não serão o suficiente para que o Estado accione estas medidas extras.
Será senhor ministro António Costa?

Será que, depois da nova Lei das Finanças Locais, ainda vão ter de ser as Câmaras a arranjar as suas cidades?
Francamente, isto há coisas do arco-da-velha, mas ok.

Claro que o Governo já disse que os mecanismos normais de apoio estão a ser suficientes para responder às situações.
E estão mesmo a ser suficientes?
Olha a mim parece-me que NÃO.
Porque se assim fosse, as localidades já estariam com as suas soluções pelo menos a meio da recuperação e o que se vê e ouve é bem o contrário.
Mas vamos em frente, valha-vos a MAIORIA ABSOLUTA.

O importante é que vem aí o Sol e, pelo menos, até Domingo não há mais chuva, diz o Instituto de Meteorologia.
Devo confessar que já estava farta de tanta água, porque não há nada que eu mais deteste que conduzir quando chove e de andar com o chapéu-de-chuva na mão.
É claro que eu sei que esta chuva é muitas vezes preciosa para a agricultura e para encher as barragens. Por isso mesmo este meu texto é apenas um desabafo de alguém que adora o Sol de Verão.
Mas Verão é coisa que os portugueses só vão ter para o próximo ano. Enquanto isso vou-me sentindo contente com estes dias de menos frio (por enquanto).

O importante é, de facto, estarmos atentos aos desenrolares destas situações e saber quando é que as populações afectadas se vão conseguir refazer destas desgraças.
Quem me dera poder fazer alguma coisa que os ajudasse, por mais pequeno que fosse o meu contributo…

Betty Brown

06 novembro 2006

Saddam com a corda ao pescoço

O ex-ditador iraquiano Saddam Hussein foi, hoje, condenado à morte por enforcamento.
O tribunal não lhe concede, assim, o desejo de ser morto por fuzilamento.

Muitas já foram as reacções expressas por todo o Mundo.
Agora é a vez de eu também exprimir a minha…
E é isso mesmo, uma opinião que tem o valor que tem.

Acusado do genocídio de 148 civis na localidade xiita de Dujail, em 1982 Saddam teve o desfecho que, eu particularmente, já previa.

Resta agora saber se foi justo ou não.

Avaliemos sob vários ângulos…

Para mim é mais que justa, porque nada justifica a morte de uma pessoas, quanto mais de 148.
Viver-se num estado em que a lei é: Quero, posso, mando e faço não é a melhor maneira de se viver. Todos temos direito a ter a nossa opinião e há que ser respeitada.


Para os xiitas, esta decisão do tribunal iraquiano levou de imediato os festejos para as ruas de várias cidades iraquianas. Um povo que sempre se sentiu oprimido e extremamente desrespeitado.
Obviamente consideram esta é uma decisão mais que justa depois de tantos anos debaixo de uma ditadura, como a que se vivia sob comando de Saddam.


Pelo mundo fora as reacções à condenação de Saddam Hussein variam conforme a localização geográfica ou a crença religiosa, como no Afeganistão, onde a notícia indignou muita gente no Parlamento e nas ruas.
Para esta religião um muçulmano não mata outro muçulmano, mas também porque é uma vingança da América.

Nos Estados Unidos da América, George W. Bush congratulou-se pelo veredicto e disse que esta é a prova de que a democracia chegou ao Iraque.

Estas duas ideias levantam várias questões.

Será que os Estados Unidos têm o direito, nem que seja moral, de se congratular com esta decisão?

Não deveria, também, George W. Bush ser julgado? Porque desde que os EUA estão no Iraque, não se ouve falar noutra coisa que não em mortes de militares.

Não será Bush também culpado, mesmo que indirectamente, pela morte de tantos militares por manter esta guerrinha no Iraque?

Saddam foi condenado por ter morto 148 pessoas e eu já afirmei que acho justa esta decisão. Mas não posso deixar de colocar em causa esta minha ideia.
Porque se o tribunal considera que ele procedeu mal ao matar tantas pessoas, quem é que dá o direito ao tribunal de o mandar matar também.
Então o tribunal iraquiano está, também, a proceder mal.

Bem esta é apenas a minha opinião.
Saddam Hussein é culpado sim senhor, mas George W. Bush não deixa de ter as suas culpas, que também são bastantes.


Certo é que a defesa vai recorrer, se bem que eu acho inútil, porque já não há solução possível.
Quer queiram, quer não daqui por uns tempos já não há Saddam Hussein.

Betty Brown

04 novembro 2006

Black Mirror em Almada


A 14ª Quinzena de Dança de Almada apresenta, hoje, dia 4 de Novembro, às 21:30:


Black Mirror, de Marie-Gabrielle Rotie / Reino Unido


lack Mirror é uma fábula fragmentada do Ser, dominado pelas suas próprias reflexÃões, que se desenrola nas memórias dos medos de infância da escuridão e das sombras.
Este é um trabalho que conjuga com extrema criatividade e rigor a dança contemporânea e o Butoh, movimento artístico com origem no Japão ao qual Rotie tem dedicado a sua pesquisa coreogáfica nos últimos 14 anos.

Música original ao vivo do galardoado compositor Nick Parkin.
Marie-Gabrielle Rotie é este ano uma convidada especial da Quinzena. Possuidora de um curri­culum invejável como intérprete, professora e coreógrafa, tem recebido o apoio do Governo do Reino Unido para inúmeros projectos e colaborado com diversos criadores de excepção. Após o espectáculo o público será¡ convidado para uma conversa informal com a coreógrafa.


Onde é?

Auditório Fernando Lopes Graça
Praça São João Baptista, 2800-648 Almada
Reservas: 212 724 927/42/20


auditorio@cma.m-almada.pt

5€ desconto 50% para crianças, jovens e idosos

Para mais informações, consulte o site em www.cdanca-almada.pt

Aparecam e assistam a um bom espectáculo!!!

Betty Brown

03 novembro 2006

Danceteria / Rav’Ormance I

Mais uma vez, no sempre deslumbrante Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, juntam-se os ingredientes essenciais para uma noite explosiva.

É HOJE, SEXTA-FEIRA, 3 DE NOVEMBRO, PELAS 23H30M.

Djs-actores-trapezistas, convivem pacificamente com bailarinos-actores-cantores-ilusionistas.

Boa música e a actuação de Artistas Transformistas( não Travestis), que vestem a pele de Grandes Figuras do Cabaret Internacional, num espectáculo de Stand-Up Dance Comedy Cabaret, num estilo Neo-Clássico Conceptual.


São eles:

Amálio
El Paella
Jesus Prozac
MariCarmen Flores
MimiAna Flores
Soledad Flores

Nos pratos:

LagMour Project – Bring the noise
(Pedro Laginha e Jorge Mourato, DJ’s acidentais)


Direcção: Bruno Cochat
Rua Garrett, 36 – 4º dto
1200-204 LISBOA
Tlm. 91 404 38 19
ravormance@netcabo.pt
ravormance.blogspot.com/

Aparecam e divirtam-se!!!

Betty Brown

01 novembro 2006

A História do PAU

Recebi esta história por e-mail e como a considero tão cómica e tão caricata ao mesmo tempo resolvi publicá-la, para que se possam divertir um pouco, porque a final de contas é bastante cómica!!!

Ora leiam:

O Registo Civil de Beja recebeu o seguinte requerimento:

Beja, 5 de Fevereiro de 2006.

Eu, Maria José Pau, gostaria de saber da possibilidade de se abolir o sobrenome Pau do meu nome, já que a presença do Pau me tem deixado embaraçada em várias situações. Desde já agradeço a atenção despendida.
Peço deferimento,
Maria José Pau

Em resposta, recebeu a seguinte mensagem:

Cara Senhora Pau,

Sobre a sua solicitação da remoção do Pau, gostaríamos de lhe dizer que a nova legislação permite a remoção do Pau, mas o processo é complicado e moroso.
Se o Pau tiver sido adquirido após o casamento, a remoção é mais fácil, pois, afinal de contas, ninguém é obrigado a usar o Pau do cônjuge se não quiser.
Se o Pau for do seu pai, torna-se mais difícil, pois o Pau a que nos referimos é de família e tem sido utilizado há várias gerações.

Se a senhora tiver irmãos ou irmãs, a remoção do Pau torná-la-ia diferente do resto da família. Cortar o Pau do seu pai pode ser algo muito desagradável para ele.

Outro senão está no facto do seu nome conter apenas nomes próprios, e poderá ficar esquisito, caso não haja nada para colocar no lugar do Pau.
Isto sem mencionar que as pessoas estranharão muito ao saber que a senhora não possui mais o Pau do seu marido.

Uma opção viável seria a troca da ordem dos nomes. Se a senhora colocar o Pau na frente da Maria e atrás do José, o Pau pode ser escondido, pois poderia assinar o seu nome como "Maria P. José".

A nossa opinião é a de que o preconceito contra este nome já acabou há muito tempo e visto que a senhora já usou o Pau do seu marido por tanto tempo, não custa nada usá-lo um pouco mais. Eu mesmo possuo Pau, sempre o usei e muito poucas vezes o Pau me causou embaraços.

Atenciosamente,
Bernardo Romeu Pau Grosso
Registo Civil de Beja
15/02/2006

Isto há coisas do arco da velha...

Betty Brown