A Nossa Sociedade
Portugal vive uma conjectura social muito única.Uma sociedade em muitos aspectos fechada e ainda própria de 50 anos de ditadura salazarista.
Ainda nos dias de hoje se vive mais em função da aparência que do conteúdo.
Quantas vezes ouvimos na rua: “Não faças isso que parece mal”, ou “Ainda bem quem ninguém viu”, esta postura quase correcta perante o olhar dos outros é algo que em países como Espanha, Itália ou Alemanha, só para referir alguns casos, já não se verifica.
As pessoas vivem o seu dia-a-dia de uma forma descontraída sem se preocupar com opinião dos outros... outras mentalidades.
Porque razão a minha sociedade, a opinião pública que me rodeia não me aceita da forma como eu sou?
Porque tenho eu que fingir que sou uma coisa, quando sou completamente o oposto?
Porque é que tenho de dizer sim, quando o que me apetece é dar um redondo NÃO?
As respostas as estas perguntas estão no seio de uma sociedade ou porque não nos aceita ou porque nós não sabemos viver dentro.
Partimos do pressuposto que não nos aceita.
Uma sociedade em que as mulheres ainda são consideradas inferiores ao homem e isto está bem presente na acção que o Bloco de Esquerda levou ontem a cabo, e muito bem na minha opinião, na fábrica de Aveiro.
Uma acção na Marcha pelo Emprego e que teve como intenção incentivar as trabalhadoras a lutar contra a desigualdade no emprego, onde elas ganham menos 50 euros que eles. Ora um país em que esta situação, ainda, acontece não está com certeza na linha da frente da evolução e do progresso.
Uma sociedade onde a maioria dos homossexuais não se podem assumir nos seus locais de trabalho, sob a condição de serem discriminados, alvo de comentários desagradáveis ou até mesmo de despedimento, está mal feito. Onde é que estão consagrados os Direitos Humanos, nomeadamente o direito à igualdade?
Uma sociedade onde as empresas “põem de lado” pessoas com deficiência, se bem que agora saiu uma nova lei que restringe estas atitude e em alguns casos até pune, e não lhe atribuem um local de trabalho. Essas pessoas também têm direito a um emprego para poderem ter dinheiro que as sustente.
Não podemos viver mais uma sociedade assim.
E se for eu que não sei viver dentro desta sociedade?
Então aqui o caso muda de figura e eu tenho de descobrir o melhor local para viver e para estar.
Se esta sociedade para mim não é a ideal, se bem que não existem sociedades perfeitas como acreditava Karl Marx. Então terei de sair deste espaço e ir para fora... É uma pena!
Porque Portugal tem perdido inúmeros talentos para os países vizinhos, só porque não os compreende ou não os aceita.
Assim sendo cabe a cada um de nós procurar a sua sociedade perfeita.
Eu estou em busca da minha.
Betty Brown






0 O que dizem:
Enviar um comentário
<< Home