A Viagem à Mealhada
Resolvi escrever este episódio da minha vida, porque até ao momento nunca tal me tinha acontecido.
E os bons momentos são para recordar.
Só podia acontecer na companhia da minha amiga Samantha Rox.
Faz hoje, dia 16 de Setembro, exactamente uma semana que depois de uma noite de trabalho e de um dia mal dormido que…
Às 14h sou obrigada a levantar da cama, almoçar e sair em direcção à casa da Samantha… ela pediu-me para irmos à Mealhada.
Ah! É bom referir que moramos em Lisboa.
Mas como os amigos servem para as ocasiões, enchi o depósito do meu carro, peguei no meu digníssimo, passei para a apanhar juntamente com o seu digníssimo e pusemos pé à estrada.
O calor era insuportável, mas como a companhia era bastante agradável a viagem lá se foi fazendo.
Uma hora depois parámos numa dessas estações de serviço para tomar um café e como qualquer deste locais, estava cheio de pessoas à espera de serem atendidos, outras como mais sorte e que já estavam a comer, outras ainda que decidiam que revista comprar.
Mas o problema não é a quantidade de pessoas, nem mesmo a escolha de uma revista.
Grave são os preços praticados por estas superfícies comerciais. É certo que são de conveniência e que estão abertos 24 horas por dia, mas sinceramente, daí a um folhado de salsicha pequeno custar 1,80€, mais de 300$, penso que já é demais, uma garrafa de água que compramos num hipermercado por 30 cêntimos, pagamos aqui 1,25€… que grande margem de lucro.
Com estes preços, mais vale fazer como as cinco famílias que estavam na mesma estação de serviço que nós, mas do lado de fora.
Ou seja, instaladas numas mesas ao ar livre com lancheiras e verdadeiros farnéis, felizes da vida e que com toda a certeza comeram com muito mais qualidade, comida muito melhor e pagaram, de certo, muito menos que nós.
Refastelados que estávamos, pusemos novamente pé na estrada e uma hora e meia depois estávamos na Mealhada. Mal entramos na cidade damos de frente com uma estátua bem engraçada na rotunda principal da cidade e que muito me fez lembrar uma amiga (lolololololo). Trata-se simplesmente, de um leitão. Símbolo emblemático daquela localidade.
Achei uma bela homenagem a este animal que tanta fama trás a esta região.
Bem.
Procurávamos o Cine-Teatro Messias, onde ia actuar a Companhia Teatral do Chiado com a peça ‘As Vampiras Lésbicas de Sodoma’, mas parecia que as próprias pessoas da terra não sabiam explicar onde ficava o que procurávamos.
Perguntámos às únicas quatro pessoas que vimos na rua e só os últimos dois rapazes nos conseguiram indicar, com alguma dificuldade, o caminho para o local pretendido.
Seguimos a indicações e lá estava o Cine-Teatro Messias.
Encontrado que estava o local, era mais que hora de jantar… e que belo jantar, Peitinhos de Vitela estufados.
Estavam tão bons que nem eu nem a Samantha comemos tudo, estávamos preocupadas com as silhuetas, mas resolvemos logo a questão, porque não estamos em época de gastos.
Fizemos duas belas sandes de peitinho e toca andar. E que bem que nos soube depois do show dessa noite. Não foi Samantha?
Depois do trabalho feito, regresso a Lisboa para mais uma noite de árduo trabalho
Que grande viagem!!!
Betty Brown






3 O que dizem:
Foi uma viagem por um bom motivo...Pena foi que tivessem de regressar a Lisboa e não tivessem podido partilhar a pela noite dentro com o resto do pessoal...
AI MEU DEUS!
Eu tb la estava e foi a LOUCURA!
Típico lisboeta que sai do único sítio que conhece em Portugal...Perdoai-lhes senhor, porque eles NÃO sabem o fazem...
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