O Mundo da

09 março 2007

Vamos todos Beijar Muito

Lábios e máquinas fotográficas vão ser as estrelas de uma iniciativa que quer animar Lisboa com beijos e convida todos quantos se queiram exibir ou espreitar os ósculos alheios a juntarem-se no sábado no miradouro de Santa Catarina.
«Beija-me» é promovido pelo Movimento Acorda Lisboa, um colectivo de artistas e animadores que quer «explorar os espaços públicos que a cidade de Lisboa oferece».


«Exibicionismo e Voyeurismo de mãos dadas» é o mote para o acontecimento, que convida amantes de todos os sexos, veteranos ou de ocasião, legítimos ou ilegítimos, sem distinção e apontando para o maior número de beijos e beijadores possíveis.
O Acorda Lisboa quer encher o miradouro de Santa Catarina de casais, beijos e fotógrafos que os guardem para a posteridade, sábado, a partir das 16:00.
Os promotores da iniciativa assumem e convidam outros a assumir o »prazer de olhar« uma «multidão aos beijos» e captar imagens, que serão depois exibidas como um «mural digital» na página da Internet beijame.org.

Betty Brown

04 março 2007

É o sentido de NAÇÃO

Muito orgulhosos do passado mas pessimistas no presente, os portugueses aparecem como um dos povos, de um conjunto de 40 países, que mais nacionalista é e mais valoriza os seus antepassados.
«Os portugueses orgulham-se imenso do seu passado, da sua história e do facto de terem antepassados portugueses», no entanto «não têm nenhum orgulho de uma boa parte daquilo que é a sua situação presente», afirmou um dos coordenadores de um estudo sobre Identidade Nacional, realizado no âmbito da rede de pesquisa Internacional Social Survey Programme (ISSP).

A situação económica, o funcionamento do Estado, o estado da Segurança Social e da justiça social são as dimensões que mais contribuem para o «pessimismo e descontentamento» dos portugueses no presente, explicou José Manuel Sobral.
Apenas o estado de desenvolvimento científico e tecnológico assim como as Forças Armadas são motivos de orgulho para os portugueses.

Sendo a identidade nacional uma fonte de identificação considerada importante por todos os países, os portugueses surgem no cimo da tabela a par com os Estados Unidos da América e a Venezuela como os mais nacionalistas.
«Os portugueses identificam-se fortemente com a sua nação ao ponto de acharem que se deve apoiar o Estado português mesmo quando ele leva a cabo uma política errónea», sublinhou o investigador do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa.

Outro dos coordenadores do estudo considerou que o passado histórico acaba por ser possivelmente «um refúgio para a situação presente».
«Não sei se vivemos em constante nostalgia, o que sei é que provavelmente a história constituiu um refúgio para a situação presente», afirmou Jorge Vala.

O investigador coordenador do ICS sublinhou como «interessante» o facto de o povo português ser «pouco crítico e muito concordante com a nação quando estão em causa objectivos nacionais».
Jorge Vala apelidou esta postura de «nacionalismo acrítico» e defendeu a necessidade de um maior debate e de uma visão participativa e crítica no seio da nação.

A rede de pesquisa Internacional Social Survey Programme (ISSP) integra 40 países e consiste numa infraestrutura de conhecimento destinada a apoiar a pesquisa dos investigadores em ciências sociais.
Betty Brown