O Mundo da

18 setembro 2006

A Tristeza da Partida

Para o meu amigo Fernando

Sei muito bem pelo que estás a passar…
É tão triste quando vemos alguém que tanto amamos partir.

Mas quando se parte na vida, a tristeza e a angústia são ainda maiores.
O desespero de quem não sabe o que fazer, de quem, ainda, não acredita que a pessoa partiu.

Ela vem sem dó, nem piedade. Chega aos pobres, aos ricos, aos doentes e aos saudáveis.
Por muito preparado psicologicamente que o ser humanos esteja, nunca esperamos que ela chegue.

Há pessoas que perante os outros conseguem manter uma aparente calma e ponderação que logo se desmorona quando é chegada a hora de ficar só.
Outras há que não conseguem disfarçar e vemos no seu roto a dor da perda e o pânico de ficarem sozinhas.

E os amigos?
Sim nós os teus amigos.
Nada. Estamos de pés, mãos e braços atados. Mas os verdadeiros amigos sãos os que embora atados até não poderem mais, têm o coração solto, aberto e pronto para receber e confortar esse teu ser que, outrora sabemos extremamente forte, está agora fragilizado.
Nestas ocasiões o mais importante é estar sempre presente e não deixar que te sintas só, é fazer com que vejas que a vida tem bons amigos e que este é o ciclo natural da vida.

Outros se seguirão.
O que nunca podemos esquecer é que todos os que amamos só morrem se nós assim quisermos, porque sempre que nos lembramos deles, a sua chama acendesse VIVA dentro de nós, na nossa cabeça e sobretudo no nosso coração.
Para nós eles viverão para sempre.

Mas a vida tem de continuar.
E como nestas ocasiões não há muito mais a dizer, resta-me apenas lamentar e partilhar da tua dor.

E o meu coração chora, por saber que vais passar momentos de aperto, logo tu meu Leão da vida, cheio de garra, de força… não deixes que essa força se esvaia por entre as mãos e continua a agarrar as rédias da vida com as tuas fortes mãos.

Sinto muito Fernando…

Betty Brown