O 11 que mudou o Mundo
Assinalam-se, hoje, cinco anos após os atentados às Torres Gémeas do World Trade Center. Mais de 3 mil pessoas morreram na sequência dos atentados da Al-Qaeda aos Estados Unidos da América.
Se pensarmos bem isto levanta sérias questões.
Serão necessários estes meios para se atingir certos fins?
E Portugal, está a salvo destes acontecimentos?
Um acontecimento como este é, no meu entender, desnecessário se tivermos em conta as milhares de pessoas INOCENTES que morreram por causa dos interesses de uns tantos poderosos que não se fazem de rogados quando está em causa os seus mais importantes interesses.
É preciso, no entanto, saber se esses interesses são mesmo importantes, ou não passam de meros caprichos de crianças grandes e guerrinhas entre países.
Porque se assim é, é muito grave a falta de sensibilidade e a falta de compaixão por todos os que ali trabalhavam e passeavam, e por todos os que ficam feridos e traumatizados de tal forma que, hoje em dia, não voltaram a recuperar a vontade e a segurança de andar de avião.
Existem nova-iorquinos que cinco anos depois ainda têm pesadelos com a queda e o embater dos aviões nas Torres.
O 11 de Setembro trouxe ao Mundo uma nova forma de olhar para o povo afegão. A queda das torres veio criar um sentimento de desconfiança e aqui acaba por vencer o ditado “Paga o Justo pelo Pecador”.
E mais uma vez por causa de uns tantos poderosos acabam por pagar todos. Este povo é visto pela opinião publica ocidental como os guerrilheiros, os maus, aqueles que provocaram toda a desgraça.
Em muitas das situações estas pessoas vêem a sua vida arruinada porque a partir daí já ninguém lhes dá emprego, os amigos (ocidentais) vão-se, e tudo por causa do medo que, sem intenção e sem culpa, provocam nos outros.
Então não era muito melhor se hoje em dia ainda se podesse visitar as Torres Gémeas do World Trade Center?
CLARO QUE SIM!
Ter-se-iam poupado pelo menos 3 (três) mil vidas.
E Portugal?
Está o nosso país mesmo bem guardado destes atentados?
Pessoalmente considero que este rectangulozinho à beira mar plantado não tem envergadura nem importância para ser alvo de tais ataques. E se assim for penso que tanto melhor.
Nas grandes guerras, Portugal ficou sempre neutro, logo aqui não há “mágoas” do passado.
E embora tenhamos um rico país, infelizmente, não temos um país rico. O Petróleo importamos, os Diamantes deixámos ficar nas colónias e até o dinheiro que há aqui é pouco tendo em conta a crise que se vive.
Assim sendo e para o bem de todos os portugueses e cidadãos deste país, espero que continue sempre assim.
Sem cenários como o de 11 de Setembro que hoje assinala cinco anos, o de sete de Julho nas estações de metro de Aldgate, King’s Cross, Russell Square, Edgware Road e Old Street, em Londres ou mesmo o de 11 Março na estação do metro de Atocha, em Espanha.
Hoje é dia de homenagear os actores deste lastimável cenário.
Foi para isso que a Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários foi até aos Estados Unidos: prestar homenagem aos bombeiros mortos à cinco anos. Bem hajam portugueses, bom trabalho e mostrem a grande compaixão lusitana.
Porque o mais importante de tudo é continuar com muita fé, reconfortar os mais infelizes e nunca, mas nunca deixar morrer a memória de todos os que morreram neste acontecimento terrível.
Betty Brown






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