O Mundo da

14 setembro 2006

Os Pequenos-almoços no Príncipe Real

Se é verdade que durante a semana nas pastelarias da zona do Príncipe Real, em Lisboa, nomeadamente na Alsaciana e no Real Príncipe, os pequenos-almoços são entediantes e extremamente calmos, o mesmo já não se pode dizer dos fins-de-semana.

Chega-se aos Sábados e Domingos e fazem ‘bicha’ nas portas dos referidos estabelecimentos é uma enchente que só visto.

Mas se pensam que é uma clientela qualquer, então enganem-se.
Claro que não, porque se assim fosse nem havia razão para destaque no meu blog.

Eles e elas e os outros ‘eles’ e as outras ‘elas’, se é que me faço entender, chegam vindos directamente das discotecas famintos de dançarem e de outras coisas mais, que vou escusar-me a referir para não ferir a sensibilidade de alguns cibernautas mais conservadores.
Bom. Entram, ainda, eufóricos da noite e é beijinho para aqui, beijinho para ali. Todos se beijam numa harmonia quase perfeita. E eu digo 'quase' porquê?

Porque se assistirmos aos desenrolares seguintes, vemos que há uma separação de grupo, nem todos se sentam na mesma mesa, como se de várias classes se tratassem. Portanto, a ideia de pertença de grupo como um todo não se aplica aqui.

Existem os que se julgam mais intelectuais, os que tentam parecer mais discretos, os mais excêntricos e aqui este não precisam de fazer muito para serem excêntricos e ainda os que vão tomar o pequeno-almoço e nada mais.

Muitas vezes tomo, também neste duas casas, o meu pequeno-almoço e deparo-me com certas situações que me fazem bastante confusão.
Passo a explicar:

Desde cenas completamente despropositadas para aquela hora da manhã, tendo em conta que se encontram, já, cliente acabados de acordar e que não estão no mesmo ritmo que os que acabaram de vir da diversão;

Outra das cenas incomodativas é a forma de algumas pessoas se vestirem: uma mini-saia que mais parece um cinto largo e despir as calças para se arranjarem é algo que só faz sentido e só se compreende em casa ou para profissões que requerem esse tipo de roupa e atitudes;

Comportamentos como conversas mais picantes em voz altíssima, gritos estéricos e palavrões à descarada é algo que não fica bem a estas horas do dia e muito menos nestes locais…

mas como diz o ditado as acções ficam para quem as pratica.

Eu só gostava é que das próximas vezes eu não tivesse, e penso que também os restantes clientes, que tomar café e assistir a cenários como estes.
Fica o conselho para mudarem, todos aqueles a quem lhes servir a carapuça.

Betty Brown