O tenor italiano, de 71 anos, morreu em sua casa, em Modena, Itália, após uma longa luta contra um cancro no pâncreas.
Luciano Pavarotti, que morreu hoje de madrugada, tinha sido operado em Julho do ano passado a um tumor no pâncreas.
O tenor fora hospitalizado em Agosto, mas nas últimas semanas estava em sua casa, rodeado da família.
Dotado da mais excepcional e cara voz do Mundo, o tenor italiano soube impor-se nos palcos mais prestigiados - do Scala de Milão à Metropolitan Opera de Nova Iorque - com a sua imponente figura, a soberba barba escura e sorriso cativante.
Nascido a 12 de Outubro de 1935 em Modena (norte de Itália) Luciano decidiu-se primeiro pelo ensino, mas optou definitivamente pelo canto em 1961.
«A Boémia» de Puccini - a sua ópera preferida - que interpretou no palco da ópera de Reggio Emília, trouxe-lhe um êxito fulgurante, que depressa ultrapassou as fronteiras de Itália e da Europa.
Donizetti («A Filha do Regimento»), Bellini («A Sonâmbula»), Rossini («Guilherme Tell»), Verdi («Rigoletto») estão presentes em mais de 30 anos de digressões mundiais do tenor.
Amante de puro-sangue, das massas frescas e dos bons vinhos, este gigante de 1,90 de altura (para um peso variável de 85 a 120 quilogramas) é pai de quatro filhas e avô.
Casou-se em segundas núpcias em Dezembro de 2003 com a sua ex-colaboradora Nicoletta Mantovani, trinta anos mais nova.
Em Julho de 1998, durante um mega-concerto transmitido a partir da Torre Eiffel (Paris), José Carreras e Plácido Domingo formaram com Pavarotti um formidável trio de tenores.
Á frente de uma das maiores fortunas do Mundo de uma farta discografia, o tenor do século, de 71 anos, empreendeu em Maio de 2004 uma digressão mundial de despedida.
Teve de a interromper em Julho de 2006 para ser operado a um cancro no pâncreas.







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