O Mundo da

31 agosto 2006

Até que enfim...está na LEI!!!


Uma nova lei contra a discriminação de pessoas com deficiência ou com riscos agravados de saúde foi publicada, esta segunda-feira, em Diário da República.
A lei define de forma bastante pormenorizada as situações que podem ser consideradas discriminatórias, protegendo de forma mais efectiva estes cidadãos.

Bem dita lei 46/2006.

É bom saber que esta lei prevê multas altíssimas para os casos em que estes cidadãos são discriminados. Pois já não basta o seu sofrimento por serem "diferentes", ainda terem de aguentar a hostilidade de um mundo que não os aceita... Isto não é justo.
Ninguém é perfeito. Que direito tenho eu de negar um posto de trabalho a uma pessoa, só porque teve menos sorte na vida e, por acaso, é deficiente motor?
Nenhum, não tenho direito nenhum, porque se para um determinado trabalho essa pessoa não se adequa, existe com certeza outro tipo de tarefas que sabe desempenhar com profissionalismo.

Por isso fico muito feliz que a lei no que diz respeito ao acesso ao emprego, determina que passem a ser discriminatórios os critérios ou medidas que condicionem a contratação de alguém, devido a factores de natureza física ou mental.
O mesmo acontece se argumentos desse género forem usados para justificar a rescisão de contratos.

Mas esta lei é ainda melhor quando observada mais de perto.
Caso faça prova que estes preceitos não foram respeitados, quem se sentir discriminado pode recorrer a tribunal, exigindo uma indemnização.
Acho muito bem, pode ser que assim perdendo dinheiro com as indemnizações esses malvados patrões abram os olhos e comecem a olhar de outra forma para estas pessoas.

Mas não é só o patronato, nesta matéria também as autarquias têm de ter cuidado.
Quando resolverem encher os vossos municípios de betão, porque é uma coisa que até dá dinheiro lembrem-se que a nova lei considera igualmente como actos discriminatórios a limitação de acesso a edifícios locais públicos ou abertos ao público, bem como a recusa ou limitação de acesso a transportes públicos e estabelecimentos de saúde e de ensino, quer sejam públicos ou privados.

Ainda bem que ainda existe alguma consciência neste nosso Portugal.
Estou muito, mas mesmo muito feliz por ter no meu país uma lei que proteja aqueles que já sofrem tanto por serem como são.

Espero, sinceramente, que esta lei seja mesmo aplicada (OUVIRAM EXELENTÍSSIMOS JUIZES), por que senão nada adianta.

Betty Brown

29 agosto 2006

Floribellomania

A SIC bem pode agradecer esta mão divina chamada Floribella.
Desde do começo da novela temos assistido a uma evolução, bastante, significativa das audiências deste canal de televisão.
Quem não deve caber em si de contente é Francisco Penim, o director de programa da estação de Carnaxide.

A cinderela dos tempos modernos tem revolucionado a vida de todos os portugueses (miúdos e graúdos), que não largam a caixa mágica entre as 21h e as 22h30m, só para ver mais um desenrolar da sua novela.

Só os muito cegos, ou muito surdo não se apercebem do fenómeno da menina de Gaia. Por todo o lado são roupas, adereços, músicas e blogs referentes a Floribella.
A casa dos Fritzenwalden é já como se fosse a nossa. A banda já faz parte do quotidiano das nossas vidas e os miúdos é como se fossem nossos irmãos, filhos a até netos.

Claro que todo este êxito não seria possível se não fosse o profissionalismo dos dois actores principais.
Embora a Luciana Abreu (Floribella) esteja a estrear-se no campo da representação nota-se, nitidamente, um grande profissionalismo e gosto pelo que está a fazer.
Quanto ao Diogo Amaral (Frederico Fritzenwalden) continua com um bom registo de representação, algo que já nos tinha vindo a habituar desde sempre.
Como é obvio também não nos podemos esquecer toda a equipa de outros actores, muito bons na minha modesta opinião, que em conjunto fazer o sucesso da novela.
E como sem cameras, luzes, directores, maquilhagem, entre outros nada se faz em televisão, uma grande salva de palmas para todos aqueles que não se vêem, mas que estão lá atrás para garantir a vitória dos que dão a cara.

Teresa Guilherme, Francisco Penim e a própria SIC estão de parabén pelas espantosas audiências conseguidas.

Mas não são só “flores”, a SIC tem nos últimos dias EXAGERADO um pouco na divulgação da imagem Floribella.
Todos sabemos que está a vender muito bem, mas cuidado. Da mesma forma que o público adora, também se cansa e acaba por odiar e ficar saturado... espero, sinceramente, que não seja esse o futuro da Flor.
Tanta Floribella (manhã, tarde e noite) acaba por aborrecer. Cuidado!
Noutro dia estive em casa e vi 3 vezes o mesmo episódio. 3 vezes não necessitam disso, o programa está muito bem.
Nem 8 nem 80, no meio é que está a virtude e é no meio termo que se conseguem grandes feitos, por vezes a quantidade pode prejudicar a qualidade.

Mesmo assim o saldo que faço, enquanto espectador, é muito positivo.
Gosto da novela, a adaptação está bem elaborada.
Em suma vou continuar a acompanhar a história da “nossa” Flor.

Parabéns!!!

Betty Brown

28 agosto 2006

Curso de Expressão Dramática

Estão abertas as inscrições para o Curso de Expressão Dramática, de Bruno Schiappa, que funcionam nas instalações da Colectividade Cultural e Recreativa de Santa Catarina vulgo Chapitô.
As aulas de Bruno Schiappa são baseadas nas técnicas de O Método de Lee Starsberg.

Bruno Schiappa é Mestre em Estudos de Teatro pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Licenciado em Actor/Encenador pela Escola Superior de Teatro e Cinema.
A especialização nas técnicas de O Método foi feita com Marcia Haufrecht (membro do Actors' Studio e aluna de Strasberg) desde 1995 até à actualidade.
Schiappa é assistente e coordenador dos Cursos de M. Haufrecht, em Lisboa, desde 2000.

Este curso, criado em 1993 pelo próprio, inclui também trabalho físico (flexibilidade e ritmo) e vocal (respiração, apoio, dicção).
O mesmo destina-se a qualquer pessoa que queira ter contacto com as técnicas de Expressão Dramática para além de actores, encenadores e bailarinos.

O trabalho sensorial que Bruno Schiappa tem desenvolvido com os alunos que por ele passaram tem sido bastante elogiado pela própria Marcia Haufrecht.
Bruno Schiappa é criador de projectos pessoais e trabalha com a Companhia canadiana Pigeons International como actor desde 2000. Dirigiu um workshop destas técnicas para actores, em Montréal, em 2001.

O horário é pós-laboral. 2ªs e 4ªs das 19h às 21h.
As inscrições e informações mais concretas de preçário devem ser feitas através do telefone: 21 - 885 55 50

27 agosto 2006

Que Público temos?

Quando se entra para um palco é necessário que da parte do público haja predisposição para o ver. Devem estar a pensar... Se a pessoa vai ver um espectáculo é porque o quer ver?
Não necessariamente.

Eu explico porquê: hoje são mais que muitos os organismos que oferecem bilhetes para peças teatrais e estreias de filmes (não gastam dinheiro com os bilhetes), assim se gostar, ainda bem que assisti de “borla” e nem sequer paguei, no caso contrário é o descontrolo total. Falam durante o espectáculo, comem pipocas de boca aberta produzindo igual barulho de um boi a ruminar e se o que estiverem a ver for outro tipo de espectáculo, até chegam a estar de costas voltadas a conversar com o vizinho do lado.

E é aqui neste tipo de espectáculo que me vou hoje concentrar.
Representar para um público heterossexual é muito, mas muito mais gratificante que para um público gay (alguns). E já vão perceber porquê…

Para poder apresentar o fato mais bonito e mais luxuoso, são passadas várias horas em frente a uma máquina de costura e de agulha na mão a bordar lantejoula, vidrilhos, missangas e pedras das mais variadas cores.
O fato está pronto e chegou a hora de o apresentar ao público.
A música começa, entramos… e nada, nem uma palma, nem um grito, nada. Ficam parados no tempo como se o que estivessem a ver fosse algo do outro mundo.
Não adianta, não vale a pena investir. É perda de tempo e de paciência.
E é muito frustrante vermos que a música e o fato que outrora pensamos poder ser o sucesso daquele ano, não é porque o público não reage. Mas porquê? Porque razão as mãos ficam paradas sem movimento algum.
Mesmo que a música até nem seja bem do nosso agrado, há que aplaudir o artista, mais que não seja pelo esforço que fez até conseguir estrear aquele número.

É aqui que reside a grande diferença. Se num público gay o silêncio é incómodo, numa plateia heterossexual, ou maioritariamente heterossexual, isto já não se verifica porque se entende o esforço que é feito e se respeita o artista que está em palco.
É notório… tanto num público como no outro existem bons e maus espectadores.
Mas nota-se com mais frequência que na plateia homossexual existe um hábito de assistir aos espectáculos para dizer mal, para criticar, com uma política de “bota à baixo”, têm sempre de encontrar qualquer coisa para poder falar mal: inveja? Pode ser.

No reeverso da medalha temos, o público heterossexual, ou porque só vai ver muito esporadicamente ou porque é um espectáculo fora do comum, ou por existirem ainda razões que desconheço recebem bem melhor os artistas.
Vão gostam e até ficam espantados como é que em alguns casos, muitos de nós ficam mulheres perfeitas.
O que digo é a mais pura realidade que se vive no nosso Portugal, é fruto de inúmeros comentários que já tive oportunidade de ouvir quando me encontrava no palco, mas também quando me encontrava no meio próprio público.

Expressões como :”Lá vem a gorda outra vez”, “Olha a porca”, “Agora é a vez da taralhouca” e “Deve ter a mania que é vedeta, a nojenta” e “Oh mulher vai para casa dormir”, fazem parte do vocabulário usado por estas criaturas da noite que em nada dignificam o público de certas casas.

É o que temos...

Por isso há que aceitar o artista, o seu trabalho e dar-lhe o que de melhor se pode dar a quem se entrega a esta arte: APLAUSOS!!!

Betty Brown


25 agosto 2006

Convencidos que já são Estrelas!


No mundo em geral e em particular no mundo do Show Business , a humildade é algo que não pode ser descurado. Não quero aqui dizer que nos devemos deixar pisar, não é nada disso. Basta apenas humildade q.b.

É preciso aceitar o seguimento normal das situações com bastante fair play e saber respeitar os graus hierárquicos já existentes.

Por vezes nem sempre a pessoa mais nova, e desde alguns anos quase nunca, é a mais humilde: refila das decisões dos mais antigos, pensa que já sabe de tudo e raramente acata os conselhos dos mais experientes... Coitados a ignorância e a falta de maneiras fala mais alto.

E se há as BOAS e as MÁS, também existem as que NÃO SE ENXERGAM.
É no último grupo que estas criaturas, nitidamente, se enquadram, porque não conseguem ser boas, nem sabem ser más, adoptando condutas muito pouco louváveis e comportamentos completamente desapropriados às situações.

É tão bonito ser humilde e aprender com quem sabe e com quem já tem mais experiência que nós.
É isto que não existe na nova geração de transformistas, ou pseudo-transformistas.
Esquecem-se que antes de pensarem se quer em entrar para o mundo do espectáculo já existiam artistas com provas mais que dadas do seu profissionalismo e outros que já se começavam a afirmar, enquanto que estas criaturas acabam de chegar, completamente verdes, sem conteúdo, sem conhecimento, enfim, sem nada.
Quando chegam para pintar a cara de mulher já existe muito trabalho árduo realizado, muitas posições tomadas e muitos sacrifícios feitos para que hoje em dia esta profissão seja vista, pela opinião pública, com outros olhos.
É isto que têm de perceber: Quer queiram, quer não a idade é um posto!!!

Mas não é só no transformismo, o mesmo também se passa no ceio do teatro e da televisão.
No campo teatral vou excluir-me de tecer qualquer comentário, pois do que tenho conhecimento é pouco ou quase nada, assim sendo reservo-me o direito de não comentar.
Já no mundo da televisão, que conheço bem melhor, esse sim é bem mais feroz e muito mais mediatico, que consegue transformar pessoas completamente desconhecidas em vedetas instantâneas, exemplo disso são os concorrentes dos vários reality shows.
E é aqui que a humildade tem de imperar, pois só porque se aparece na televisão durante uns meses, isso não significa que sejamos já grandes vedetas.

Assim sendo, ficam três palavras-chave de quem já anda nisto há 8 (oito) anos... não são muitos, mas já foram os suficientes para, com a minha humildade, me permitirem alcançar o respeito do público e dos colegas que já têm 20 e 30 anos de transformismo.

HUMILDADE, RESPEITO E PROFISSIONALISMO

Betty Brown