O que fazer nas aulas de substituição?
Centenas de alunos de várias escolas da Grande Lisboa, Setúbal, Porto, Coimbra e Portimão protestaram, esta quarta-feira, contra as aulas de substituição, exames nacionais do 12º ano e insegurança.
Centenas de alunos de várias escolas da Grande Lisboa, Setúbal, Porto, Coimbra e Portimão protestaram, esta quarta-feira, contra as aulas de substituição, exames nacionais do 12º ano e insegurança. Além do fim das aulas de substituição e dos exames nacionais, estes alunos exigem a redução para 20 do número máximo de alunos por turma, a diminuição dos programas escolares, o fim da privatização dos bares e papelarias das escolas.
O que se passou hoje, já tinha acontecido a passada semana o que levanta sérios problemas na educação portuguesa.
Mas vou restringir-me apenas aos alunos, se sequer abordar o tema dos professores, por senão há tanto para escrever que não vou ter espaço suficiente no blog.
Bem como estava a dizer:
Caso os alunos tenham razão (e eu tenho dois alunos em casa e confirmam essa situação), em relação ao que se passa nas aulas de substituição – servem para tempos livres e para jogos. Então está criado aqui um problema com duas grandes questões que têm rapidamente de ser resolvidas, pelas entidades competentes.
Da parte do Ministério da Educação:
Reestruturar e avaliar estas aulas, colocando os professores adequados em cada aula, isto é se há uma aula de físico-química em que falta o professor, que seja um professor desta área a a segurar a aula e substituição, porque não existe só um professor desta área numa escola.
Cabe à tutela salvaguardar que o tempo das aulas de substituição seja BEM aproveitado.
Da parte dos Professores:
Em primeiro lugar o docente tem de ser pedagógico e saber um pouco de tudo.
Mas se existirem caso, e eles são muitos, o professor até não dominar bem a matéria da aula em falta, pode sempre aproveitar para aprofundar a sua área. Mais vale dar outra matéria, do que passar o tempo a jogar. Já diz o ditado: o Saber não ocupa lugar.
Retomemos o exemplo da aula de físico-química. Suponhamos que é um professor de português que vai substituir o docente em falta, de físico-quimica até pode não perceber patavina, então, penso eu, pode sempre aproveitar e dar algumas explicações de português. É uma solução até bem razoável.
Outro dos aspectos reivindicados pelos alunos foi a redução do número de alunos por cada turma.
Nada mais justo tanto para alunos, como para professores.
Com menos pessoas na turma o professor tinha mais tempo para dispensar, individualmente, com cada um.
E reduzindo o número de alunos por turma iria criar mais turma, sendo precisos mais docente e isso seria bom, pois há tanto professor no desemprego. Mas parece que o Ministério da Educação, também, não está muito importado com isso, é só ver o que vai acontecer com o Estatuto da Carreira Docente: 25 mil professores fora da sua área.
Assim não pode ser.
Haja alguém que ponha mão nisto…
Só espero que o Governo socialista saiba o que anda a fazer.
Betty Brown






1 O que dizem:
Na carreira docente não existe topo da carreira. Existem sim patamares em que se ganha mais do que noutros. Mas não existem etapas em que as funções desempenhadas mudam. Numa carreira em que se começa por baixo e se vai subindo, aí sim chega-se ao topo. Por exemplo, começa-se por secretário e chega-se a director. Mas na classe docente, começa-se por ser professor e acaba-se sendo professor.
Portanto não faz ponta de sentido falar em chegar ao topo nem em afirmar que só na classe docente todos os professores chegam ao topo. Isso é uma falácia; uma manha inteligente para justificar a criação artificial de dois escalões mas em que se faz o mesmo em ambos: dar aulas.
Um professor quando entra para os quadros atinge imediatamente o topo da carreira, no sentido de que as funções que desempenhará serão sempre exactamente as mesmas.
Não confundir o facto do Estado pagar progressivamente mais pelas mesmas funções à medida que se é professor há mais tempo com progressão na carreira e com chegar ao topo. Isso é para as carreiras em que existe uma hierarquia de cargos. Aí sim, chega-se ao topo.
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