A Falta de AmorO amor é fodido, diz o mestre Miguel Esteves Cardoso. Agora tenho de confessar, a falta de amor é fodissimo.
Para mim o amor está presente em pequenas coisas desde o gelado que devoro na praia até à soneca bem dormida. Mas há períodos em que só estes pequenos prazeres não preenchem.
Para quem faz uma vida muito virada para o trabalho, porque eu adoro o que faço, é complicado encontrar uma "alma gemea" numa esquina qualquer ou quando estiver parada num semáfero e dou assim uma catrapiscadela para o vizinho do lado que está mais entretido em tirar "burriês" do nariz. É uma vida solitária, entre três gatos que só querem que os alimente e, quando lhes apetecer, afague o pêlo lindo e sedoso. E a mim, quem me afaga?
A semana passada fui à net, ao site de engate, Meetic, sim porque eles chamam-lhe muita coisa, convívio e tal, mas o que se faz por lá é claramente engatar. Conheci duas pessoas, totalmente diferentes. Um dia sai com um, no dia seguinte sai com o outro. Resultado prático, uma imensa frustração.
O amor não é como fast-food. É necessário tempo para maturar possiveis situações. E não é às pressas que vou encontrar o meu grande amor. Para já resta-me dar tempo ao tempo. Mas continuo a gostar de comer o gelado, lambuzar-me até não puder mais, aguardo que alguém o queira fazer comigo.
Fica a proposta...ir à praia, ver o Sol pôr-se e esperar que o frio se abatesse sob o areal. E depois os dois juntos, enroscadinhos, vamos para o carro, entre beijos e carícias com a certeza de que o Hoje tinha sido inesquecivel.
Cláudia Matos Silva






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