1,6 milhões de portugueses sofrem de dor crónicaO Estado pouparia milhões de euros se investisse mais na prevenção e tratamento da dor, fenómeno que afecta 1,6 milhões de portugueses, referem especialistas a propósito do Dia Nacional de Luta contra a Dor, que hoje se assinala.
A dor contribui para o absentismo e provoca quebra de produtividade laboral, embora não haja dados concretos sobre custos directos e indirectos, lacuna que a Associação Portuguesa de Luta Contra a Dor pretende colmatar até final do ano.
De acordo com um estudo realizado em pessoas que frequentam unidades de dor crónica nos hospitais portugueses, em 85 por cento dos doentes a dor interfere de forma moderada ou grave no trabalho, refere o presidente da Associação, Castro Lopes.
Castro Lopes sublinha ainda que, do ponto de vista financeiro, continua a ser mais compensador para as unidades hospitalares fazer cirurgias do que apostar nas unidades de dor - com programas terapêuticos de controlo -, uma vez que o Estado paga mais por uma intervenção cirúrgica do que por uma consulta numa unidade.
Além da questão física, é necessário ajudar a recuperar alterações da vida das pessoas causadas pela dor, como perturbações do sono, do humor ou ansiedade.
Para traçar um cenário da dor em Portugal, um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto está a realizar um estudo epidemiológico através de entrevistas telefónicas.
Os investigadores pretendem realizar ao todo cinco mil inquéritos e até hoje foram feitos 1.200, que permitem estimar que 16 por cento da população sofre de dor crónica.
Na entrevista pretende-se avaliar a dor crónica de intensidade moderada ou forte (de intensidade igual ou superior a cinco numa escala de zero a 10) presente pelo menos durante seis meses e várias vezes no último mês.
Lombalgias (dores de costas), artrites ou artroses, cefaleias (dores de cabeça) e problemas de coluna são as queixas mais frequentes de quem tem dor crónica.
Relativamente ao tratamento, cerca de 30 por cento dos inquiridos consideram que a sua dor não está a ser bem tratada, o que o coordenador do estudo considera ser reflexo de que em Portugal se continua a subestimar a dor.
"Ainda não se dá a devida importância à dor. Ainda há a noção de que a dor é uma fatalidade e é também um problema da falta de formação dos profissionais de saúde", justifica Castro Lopes, coordenador da investigação.
Portugal tem um Plano Nacional de Luta Contra a Dor, que este ano deveria estar totalmente aplicado, mas que, na opinião de Castro Lopes, ficou muito aquém do desejável.
Uma das metas do plano era que 75 por cento dos hospitais portugueses tivessem unidades de dor, mas apenas 60 por cento o têm hoje.
A dor contribui para o absentismo e provoca quebra de produtividade laboral, embora não haja dados concretos sobre custos directos e indirectos, lacuna que a Associação Portuguesa de Luta Contra a Dor pretende colmatar até final do ano.
De acordo com um estudo realizado em pessoas que frequentam unidades de dor crónica nos hospitais portugueses, em 85 por cento dos doentes a dor interfere de forma moderada ou grave no trabalho, refere o presidente da Associação, Castro Lopes.
Castro Lopes sublinha ainda que, do ponto de vista financeiro, continua a ser mais compensador para as unidades hospitalares fazer cirurgias do que apostar nas unidades de dor - com programas terapêuticos de controlo -, uma vez que o Estado paga mais por uma intervenção cirúrgica do que por uma consulta numa unidade.
Além da questão física, é necessário ajudar a recuperar alterações da vida das pessoas causadas pela dor, como perturbações do sono, do humor ou ansiedade.
Para traçar um cenário da dor em Portugal, um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto está a realizar um estudo epidemiológico através de entrevistas telefónicas.
Os investigadores pretendem realizar ao todo cinco mil inquéritos e até hoje foram feitos 1.200, que permitem estimar que 16 por cento da população sofre de dor crónica.
Na entrevista pretende-se avaliar a dor crónica de intensidade moderada ou forte (de intensidade igual ou superior a cinco numa escala de zero a 10) presente pelo menos durante seis meses e várias vezes no último mês.
Lombalgias (dores de costas), artrites ou artroses, cefaleias (dores de cabeça) e problemas de coluna são as queixas mais frequentes de quem tem dor crónica.
Relativamente ao tratamento, cerca de 30 por cento dos inquiridos consideram que a sua dor não está a ser bem tratada, o que o coordenador do estudo considera ser reflexo de que em Portugal se continua a subestimar a dor.
"Ainda não se dá a devida importância à dor. Ainda há a noção de que a dor é uma fatalidade e é também um problema da falta de formação dos profissionais de saúde", justifica Castro Lopes, coordenador da investigação.
Portugal tem um Plano Nacional de Luta Contra a Dor, que este ano deveria estar totalmente aplicado, mas que, na opinião de Castro Lopes, ficou muito aquém do desejável.
Uma das metas do plano era que 75 por cento dos hospitais portugueses tivessem unidades de dor, mas apenas 60 por cento o têm hoje.






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