O Novo Plano do Governo
No âmbito do Plano de Acção para a Integração das Pessoas com Deficiência, que vigorará até 2009, o primeiro-ministro defendeu esta segunda-feira como a medida mais inovadora uma aposta na qualificação desta minoria da população portuguesa com vista à sua incorporação “autónoma e independente” no mercado de trabalho. José Sócrates, destacou "a ambição" dos objectivos e metas do programa, mas ressalvou a importância de iniciativas da sociedade e autarquias, já que a integração "é um trabalho sem fim” que deve ser impulsionado pelo ideal de querer dar a todos "igualdade de direitos", só alcançada com a “discriminação positiva".
O Plano aprovado a 30 de Agosto em Conselho de Ministros, define um conjunto de 95 medidas e acções que visam promover a reabilitação, a integração a participação das pessoas com deficiência na sociedade.•
O Governo destaca os programas curriculares em língua gestual, os 400 estágios em empresas e a aplicação do programa Novas Oportunidades, orientado para a integração dos deficientes, como sendo da "maior importância" para promoção do emprego.
O compromisso é criar seis centros até 2008, que deverão fazer o atendimento preferencial à população com deficiência sem o 3º ciclo de escolaridade, que ronda as 200 mil pessoas entre os 15 e os 59 anos, de acordo com os Censos de 2001.
Por outro lado pretende-se atingir, em 2009, o universo de mil alunos cegos e com baixa visão com oferta de manuais escolares e de livros de leitura extensiva em formato digital e ainda reestruturar as escolas de educação especial em centros de recursos, criando 25 espaços.
Agora resta saber se este plano é solução.
Não, nunca é solução para todos os problemas, sejam eles em relação às pessoas portadoras de deficiência, quer para outra situação qualquer.
Os Deficientes consideram que não. Que é pouco.
Ambicioso mas de difícil concretização. É assim que a Associação Portuguesa de Deficientes classifica o conjunto de 95 medidas e acções que constam do Plano de Acção para a Integração das Pessoas com Deficiências ou Incapacidade que ontem foi formalmente apresentado na Amadora pelo primeiro-ministro.
No âmbito do Plano de Acção para a Integração das Pessoas com Deficiência, que vigorará até 2009, o primeiro-ministro defendeu esta segunda-feira como a medida mais inovadora uma aposta na qualificação desta minoria da população portuguesa com vista à sua incorporação “autónoma e independente” no mercado de trabalho. José Sócrates, destacou "a ambição" dos objectivos e metas do programa, mas ressalvou a importância de iniciativas da sociedade e autarquias, já que a integração "é um trabalho sem fim” que deve ser impulsionado pelo ideal de querer dar a todos "igualdade de direitos", só alcançada com a “discriminação positiva".O Plano aprovado a 30 de Agosto em Conselho de Ministros, define um conjunto de 95 medidas e acções que visam promover a reabilitação, a integração a participação das pessoas com deficiência na sociedade.•
O Governo destaca os programas curriculares em língua gestual, os 400 estágios em empresas e a aplicação do programa Novas Oportunidades, orientado para a integração dos deficientes, como sendo da "maior importância" para promoção do emprego.
O compromisso é criar seis centros até 2008, que deverão fazer o atendimento preferencial à população com deficiência sem o 3º ciclo de escolaridade, que ronda as 200 mil pessoas entre os 15 e os 59 anos, de acordo com os Censos de 2001.
Por outro lado pretende-se atingir, em 2009, o universo de mil alunos cegos e com baixa visão com oferta de manuais escolares e de livros de leitura extensiva em formato digital e ainda reestruturar as escolas de educação especial em centros de recursos, criando 25 espaços.
Agora resta saber se este plano é solução.
Não, nunca é solução para todos os problemas, sejam eles em relação às pessoas portadoras de deficiência, quer para outra situação qualquer.
Os Deficientes consideram que não. Que é pouco.
Ambicioso mas de difícil concretização. É assim que a Associação Portuguesa de Deficientes classifica o conjunto de 95 medidas e acções que constam do Plano de Acção para a Integração das Pessoas com Deficiências ou Incapacidade que ontem foi formalmente apresentado na Amadora pelo primeiro-ministro.
Betty Brown






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