A Febre das Compras
Podia muito bem ser a febre SÓ de sábado à noite, mas não.
A menos de um mês do Natal lá começa a fatídica ida às compras e todos os finais de tarde são iguais.
As lojas cheias até à portas as caixas para pagar com filas intermináveis.
Mas o meu tormento, são os hipermercados. Eu já não gosto muito de ir a estes locais de concentração ao final de cada mês, mas esta é sem dúvida a época mais dramática de se ir comprar qualquer coisa.
Podia muito bem ser a febre SÓ de sábado à noite, mas não.A menos de um mês do Natal lá começa a fatídica ida às compras e todos os finais de tarde são iguais.
As lojas cheias até à portas as caixas para pagar com filas intermináveis.
Mas o meu tormento, são os hipermercados. Eu já não gosto muito de ir a estes locais de concentração ao final de cada mês, mas esta é sem dúvida a época mais dramática de se ir comprar qualquer coisa.
Ainda ontem fui comprar umas coisinhas e foi um autêntico Deus me acuda.
Nos hiper vêem-se cenas que só mesmo nestes espaços.
Primeiro são as famílias numerosas que aderem em massa a estes passeios, é o pai e a mãe acompanhados dos 3 a 4 filhos mais a avó e em calhando levam, também, um prima que vai muitas vezes lá jantar a casa.
Então são os miúdos que não param quietos, mexem em tudo desarrumam as prateleiras, dão encontrões nos outros e fazem trinta por uma linha.
Em consequência disto as mães gritam para que estejam quietos, sem que sejam ouvidas porque o mais importante é ver com as mãos as novidades deste ano.
Depois neste compras há aqueles que, ainda, não decidiram que presente dar aquele amigo que é sempre tão difícil porque ele tem tudo, e então andam de um lado para o outro ora escolhem isto, mais à frente lembram-se que a pessoa talvez não goste, mas é capaz de gostar deste livro que está no corredor ao lado e andam de um lado para o outro sempre a saltitar.
Mas o meu grande problema é na hora de pagar.
Nas caixas que estão apinhadas de gente.
Ainda ontem, coloquei-me numa caixa que só permitia até 15 unidades, pois ao fechar quase a minha vez senhora que estava à minha frente insistia que o cartão de Multibanco tinha de funcionar estive mais de 5 minutos à espra de pagar, depois dos 20 que levei até chegar à menina da caixa. Há um problema disse a menina e eu mudei de caixa.
Na segunda caixa, um pouco mais rápida, quando cheguei, mais uma vez, à frente a senhora lembrou-se de pedir ao esposo que fosse buscar pão ralado que faltava e era imprescindível. O marido nunca mais vinha e como não há uma sem duas, nem duas sem três, voltei a mudar de caixa, porque não ia ficar ali à espera que o digníssimo da senhora voltasse com o bem dito saquinho.
Há terceira foi de vez, 10 minutos depois estava a ser atendida e nem queria acreditar passei os sacos, paguei e sai.
Com tudo isto só nas caixas passei eu cerca de 1 hora…
O Natal é muito bonito, é uma época importante, mas está cada vez mais comercializada.
Quer se queira ou não o Natal é, cada vez mais, um negócio.
Sendo que, nos últimos anos, tem sido um negócio da China.
Betty Brown






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